Um episódio envolvendo a apreensão de armas de fogo e a liberação de suspeitos gerou tensão no extremo sul da Bahia. A Polícia Militar apreendeu um revólver e uma garrucha com cinco indígenas na cidade de Itamaraju, mas decidiu soltar o grupo após ser cercada por um grande número de pessoas da mesma comunidade.
Abordagem e apreensão no Trevo do Parque do Descobrimento
O fato ocorreu na sexta-feira, 9 de fevereiro, durante um patrulhamento ostensivo da Força Integrada. A ação aconteceu nas proximidades do Córrego da Barriguda, no Trevo do Parque do Descobrimento. Segundo informações da TV Santa Cruz, afiliada da TV Bahia, os policiais abordaram um veículo ocupado por cinco indivíduos e encontraram as duas armas.
A área onde a abordagem foi realizada tem um histórico recente de violência. Desde outubro do ano passado, o policiamento foi reforçado na região após um conflito que resultou na morte de dois homens, pai e filho.
Decisão da PM de liberar suspeitos
Inicialmente, os cinco indígenas foram detidos. No entanto, a situação mudou rapidamente quando um grande grupo de outros indígenas se aproximou do local. Diante do cenário, os militares avaliaram o risco potencial à integridade física dos policiais e de terceiros.
Em nota, a PM justificou a decisão de liberar os suspeitos considerando fatores como:
- A distância da localidade.
- O horário noturno do ocorrido.
- A limitação de apoio imediato.
Os agentes chegaram a pedir reforço de outras guarnições da Força Integrada e da 43ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) de Itamaraju.
Identificação e destino das armas apreendidas
Apesar da liberação, os indígenas foram identificados pelos policiais. O material apreendido, as duas armas de fogo, foi encaminhado e apresentado na Delegacia Territorial de Itamaraju para os procedimentos cabíveis. A Força Nacional, que atua no reforço do policiamento na região, não participou desta ação específica.
A reportagem da TV Bahia tentou obter um posicionamento da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) sobre o caso, mas não recebeu retorno até o momento da publicação das primeiras informações.
O episódio reacende o debate sobre a segurança e os conflitos envolvendo comunidades indígenas no sul da Bahia, uma área que tem registrado tensões frequentes nos últimos meses.