A mulher de 31 anos, que sofreu queimaduras em aproximadamente 15% do corpo durante um incêndio criminoso provocado pelo companheiro em Poços de Caldas, Minas Gerais, apresentou uma melhora significativa em seu quadro clínico. Conforme informações divulgadas pela Santa Casa do município, a paciente deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na tarde desta sexta-feira (23) e foi transferida para a ala A do hospital.
Evolução positiva e tratamento contínuo
A instituição de saúde destacou que a evolução clínica da vítima é considerada positiva, embora ela permaneça internada e sob acompanhamento de uma equipe multidisciplinar. O tratamento médico continua em andamento, com monitoramento constante para garantir sua recuperação completa.
Recuperação da filha de 2 anos
A filha do casal, uma menina de apenas 2 anos que também foi vítima do incêndio, já havia deixado a UTI pediátrica na terça-feira (20). Atualmente, ela está internada em um quarto da ala pediátrica, onde recebe cuidados especializados. A criança sofreu queimaduras em 25% do corpo, mas vem apresentando progressos satisfatórios.
Relembrando o caso de violência doméstica
O incidente ocorreu na noite de quinta-feira (25), no bairro São José, quando um homem de 37 anos, após consumir bebida alcoólica e discutir com a companheira por ciúmes, ateou fogo ao sofá da residência usando tiner. A mulher havia se trancado no banheiro após ser agredida com um soco no rosto, enquanto a criança ficou presa dentro do imóvel em chamas.
Ação heroica da Polícia Militar
O sargento Tardioli, da Polícia Militar, que inicialmente atendeu a uma ocorrência de violência doméstica, desempenhou um papel crucial no resgate da menina. Com a casa tomada por labaredas e fumaça tóxica, o policial entrou rastejando, tateou o chão e conseguiu localizar a criança, que estava desacordada. Após retirá-la do local, a menina passou por manobras de reanimação antes de ser encaminhada ao hospital.
O militar também precisou de atendimento médico devido à inalação de fumaça e ferimentos nas mãos causados por cacos de vidro. Vizinhos foram fundamentais no controle inicial das chamas, utilizando baldes de água para reduzir o fogo e permitir o acesso dos socorristas.
Prisão e investigação
O suspeito, que resistiu à prisão, foi detido e levado para a delegacia após receber atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por cortes no rosto e queimaduras nas mãos e orelhas. O caso está registrado como tentativa de feminicídio, evidenciando a gravidade da violência doméstica que culminou no incêndio criminoso.
As vítimas, mãe e filha, foram inicialmente internadas em estado grave e intubadas na Santa Casa de Poços de Caldas. A melhora no estado de saúde de ambas representa um alívio diante das circunstâncias traumáticas, mas o caso serve como um alerta para a necessidade de combate à violência de gênero e proteção às famílias em situação de risco.