Idoso é preso por manter esposa em cárcere privado após desaparecimento em Ibirarema (SP)
Idoso preso por cárcere privado de esposa em Ibirarema (SP)

Caso de desaparecimento de idosos em Ibirarema termina com prisão por cárcere privado

A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira, 23 de fevereiro, um idoso suspeito de manter a esposa em cárcere privado após o casal ter desaparecido em Ibirarema, no interior de São Paulo. O caso, que havia sido registrado como desaparecimento, tomou um rumo dramático com a descoberta de condições degradantes impostas à vítima.

Desaparecimento e localização do casal

O casal, identificado como João Manoel Borges, de 60 anos, e Alzira Miranda Rosa Borges, de 78 anos, foi dado como desaparecido pela família no dia 19 de janeiro. Eles haviam sido vistos pela última vez em 17 de janeiro, quando o idoso informou que viajariam para visitar parentes no Paraná, sem dar mais notícias posteriormente.

Na sexta-feira, 23 de fevereiro, parentes localizaram o casal na área rural de Ibirarema. A idosa foi encontrada em estado de extrema debilidade física e mental, vivendo em condições consideradas indignas pelos agentes. Imediatamente, ela foi encaminhada a um hospital, onde permaneceu internada para receber cuidados médicos urgentes.

Confissão e prisão em flagrante

Durante as investigações, o idoso confessou à polícia que levou a esposa para uma área de mata, mantendo-a escondida por vários dias. De acordo com o relato, a vítima era alimentada apenas com água e bolachas, sendo privada de cuidados básicos essenciais para sua saúde e bem-estar.

Diante das evidências coletadas, a polícia reclassificou o caso e efetuou a prisão em flagrante do suspeito. Ele foi acusado formalmente pelos crimes de cárcere privado qualificado e exposição de idoso a perigo, com base nas provas de que restringiu a liberdade e o direito de locomoção da esposa.

Histórico de desaparecimentos anteriores

Este não foi o primeiro episódio de desaparecimento envolvendo o casal. Em 23 de dezembro de 2025, eles já haviam ficado desaparecidos por cinco dias, quando foram localizados com sinais de confusão mental. Na ocasião, João Manoel alegou que teriam sido roubados e mantidos em cativeiro, versão que foi investigada pela polícia na época, mas não resultou em ações penais até o recente desfecho.

O caso destaca a vulnerabilidade de idosos e a importância de ações rápidas das autoridades em situações de desaparecimento, especialmente quando há indícios de violência doméstica ou abuso.