Vítima de feminicídio em Volta Redonda precisa de doações de sangue O-
Vítima de feminicídio em Volta Redonda precisa de sangue O-

Vítima de tentativa de feminicídio em Volta Redonda necessita urgentemente de doações de sangue

Uma mulher de 36 anos, vítima de um crime de feminicídio em Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro, encontra-se internada em estado grave e precisa de doações de sangue do tipo O negativo (O-). O caso, que chocou a comunidade local, ocorreu após uma discussão na noite de quarta-feira, 21 de agosto, no bairro Vila Americana, e envolve um suspeito que é policial militar do 23º Batalhão da PM de São Paulo.

Detalhes do crime e investigação

Segundo informações da Polícia Militar, o agressor, ex-companheiro da vítima, disparou contra ela durante uma briga doméstica. O caso foi registrado como tentativa de feminicídio e está sob investigação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Volta Redonda. A unidade médica, o Hospital São João Batista, relatou ao g1 que a paciente apresenta várias lacerações em órgãos internos, o que agrava seu quadro clínico e justifica a urgência nas doações de sangue.

Como ajudar com doações de sangue

Para auxiliar na recuperação da vítima, a população pode comparecer ao Núcleo de Hemoterapia de Volta Redonda, localizado em anexo ao Hospital São João Batista, na Rua Nossa Senhora das Graças, nº 235, no bairro Colina. É necessário informar que a doação é destinada à paciente. Além do tipo O-, outros tipos sanguíneos também são aceitos para reforçar o estoque do banco de sangue da cidade, que enfrenta demanda crescente.

O funcionamento do hemonúcleo é de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h. Requisitos básicos para doação incluem:

  • Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos precisam de autorização dos pais ou responsáveis)
  • Estar em boas condições de saúde
  • Não é necessário estar em jejum
  • Quem se vacinou contra a Covid-19 deve aguardar sete dias para doar
  • Mulheres precisam de intervalo de 3 meses entre doações; homens, de dois meses

Contexto e impacto social

Este caso destaca a violência doméstica e a vulnerabilidade das mulheres em situações de conflito, especialmente quando envolvem agentes de segurança. A rápida mobilização para doações de sangue reflete a solidariedade da comunidade, mas também evidencia a necessidade de políticas públicas mais eficazes no combate ao feminicídio e no apoio às vítimas. Autoridades locais reforçam a importância de denúncias e do acesso a serviços especializados, como a Deam, para prevenir tragédias similares.