Violência contra mulheres cresce 7% no interior de SP; Jundiaí registra 78 casos de medidas protetivas
Violência contra mulheres sobe 7% no interior de São Paulo

Violência contra mulheres registra aumento de 7% no interior de São Paulo

Os casos de lesão corporal contra mulheres apresentaram um crescimento preocupante de 7% no interior do estado de São Paulo, na comparação entre os anos de 2024 e 2025. Este dado alarmante reflete uma tendência de escalada da violência doméstica na região, com municípios como Jundiaí registrando números expressivos de ocorrências.

Jundiaí concentra 78 casos de medidas protetivas no início de 2025

Na cidade de Jundiaí, a Guarda Municipal já atendeu 78 ocorrências relacionadas a medidas protetivas de urgência apenas nos primeiros meses deste ano. Segundo o subcomandante da Guarda Municipal de Jundiaí, Dênis Berni, este aumento está diretamente associado a períodos de festividades e celebrações.

"Infelizmente, durante os períodos de festas esse número tende a crescer, como nas épocas de fim de ano, carnaval e período de verão. São períodos que trazem esses dados infelizes envolvendo casos de violência", afirmou Berni, destacando a sazonalidade do problema.

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Botão do pânico: principal mecanismo de proteção para vítimas

Para enfrentar este cenário de violência crescente, as autoridades têm implementado o "botão do pânico" como um dos principais mecanismos de proteção. Trata-se de um aplicativo que permite o acionamento direto da Guarda Municipal ao endereço da vítima em situação de perigo iminente.

O subcomandante Berni detalhou as três formas de acionamento disponíveis:

  • Ligação direta para a central da Guarda Municipal
  • Chat de conversa, onde um operador recebe os dados e aciona a viatura mais próxima
  • Botão "pedir ajuda", que envia a localização exata da vítima através do sistema GPS

Berni enfatizou que, ao receber qualquer alerta, a viatura mais próxima é enviada imediatamente ao local. A cidade conta com uma rede de apoio integrada que trabalha em conjunto com a Guarda Municipal para oferecer suporte completo às vítimas.

Requisitos para acesso ao botão do pânico

O subcomandante reforçou, no entanto, que o botão do pânico é uma ferramenta exclusiva para mulheres que já possuem uma medida protetiva de urgência ativa contra o agressor. O processo para solicitação segue etapas específicas:

  1. Registro da ocorrência: a mulher deve procurar a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) ou qualquer delegacia para registrar um boletim de ocorrência
  2. Pedido da medida protetiva: o caso é encaminhado à Justiça, que analisa o pedido e pode expedir uma medida protetiva de urgência
  3. Cadastro no sistema: com a medida em mãos, a vítima deve ir ao órgão responsável em sua cidade (como a Guarda Municipal) para se cadastrar, instalar o aplicativo e receber as instruções de uso

Sistemas variam conforme a cidade

A implementação do sistema de botão do pânico apresenta variações conforme o município. Em Jundiaí, o aplicativo está integrado diretamente à Guarda Municipal. Já em Sorocaba, o sistema pode incluir a foto do agressor, facilitando a identificação do suspeito pelos guardas municipais no local da ocorrência.

Esta funcionalidade adicional ajuda a garantir o cumprimento mais eficaz da ordem judicial que impede o agressor de se aproximar da vítima, representando um avanço na proteção das mulheres em situação de risco.

O aumento de 7% nos casos de violência contra mulheres no interior paulista serve como um alerta para a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de proteção e para a ampliação do acesso a mecanismos como o botão do pânico, que podem significar a diferença entre a vida e a morte em situações de emergência.

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