Homem suspeito de feminicídio em Guaiçara é capturado no Mato Grosso do Sul
Reinaldo Vieira, de 61 anos, considerado foragido desde quinta-feira (9), foi preso na noite de sexta-feira (10) no distrito de Arapuá, em Três Lagoas (Mato Grosso do Sul). O suspeito é acusado de matar e enterrar a companheira, Patrícia Maria Rodrigues, de 45 anos, no quintal da residência onde o casal morava em Guaiçara, interior de São Paulo.
Operação policial resulta na captura do acusado
A prisão foi realizada por equipes da Polícia Civil de Guaiçara, com apoio da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. Reinaldo Vieira foi localizado na casa do filho, onde teve o mandado de prisão temporária cumprido. Ele deve responder pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver.
Descoberta do corpo após denúncia anônima
Segundo o delegado Flávio Nunes Coelho Ribeiro, responsável pelas investigações, a polícia chegou ao corpo após receber uma denúncia de que uma mulher havia sido assassinada pelo companheiro e enterrada no quintal da casa. Os policiais foram até o endereço indicado, mas ninguém atendeu.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe entrou no imóvel após pular o muro. No quintal, os agentes perceberam que uma área da terra estava remexida. Ao cavarem o local, encontraram o corpo de Patrícia. No terreno, também foram localizados instrumentos como pá e enxada.
Detalhes do crime e histórico de violência
O corpo apresentava uma perfuração no pescoço, semelhante a uma facada, e, segundo a polícia, teria sido enterrado entre 24 e 48 horas antes de ser localizado. De acordo com a investigação, o casal teria reatado o relacionamento recentemente e voltado a morar junto. Roupas do suspeito foram encontradas na casa, o que reforça essa hipótese.
Vizinhos relataram que as brigas eram frequentes. A Polícia Civil informou que Reinaldo Vieira já havia sido preso por violência doméstica contra a vítima no ano passado. O período em que ele ficou detido e a data da ocorrência não foram divulgados.
Andamento do caso e procedimentos legais
A ocorrência foi registrada na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Lins (SP) como feminicídio e ocultação de cadáver. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame necroscópico, que deve indicar a causa oficial da morte.
O caso chama atenção para a gravidade da violência doméstica e a importância da atuação policial em crimes de feminicídio, destacando a colaboração entre forças de segurança de diferentes estados para a captura do suspeito.



