Sogra é presa suspeita de induzir filho a cometer feminicídio em Minas Gerais
A Polícia Civil de Minas Gerais efetuou a prisão de uma mulher de 47 anos, suspeita de atuar como coautora em um brutal caso de feminicídio ocorrido no dia 5 de dezembro de 2025. O crime aconteceu no bairro Vila Esportiva, em Vespasiano, cidade localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e chocou a comunidade local pelas circunstâncias familiares envolvidas.
Detalhes do crime e envolvimento da sogra
Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios, a suspeita, identificada como Márcia Helena da Silva, de 47 anos, era sogra da vítima, Graziele Rodrigues Brito, de 24 anos. As apurações indicam que Márcia teria induzido o próprio filho, Juarez Antônio da Silva, de 29 anos, a cometer o assassinato da companheira, motivado por suspeitas de traição.
A delegada Adriana das Neves Rosa, responsável pelo caso, destacou que o crime foi premeditado e contou com a participação ativa da mãe do autor. "Durante as investigações ficou evidenciado ali a participação ativa da mãe do autor, sogra da vítima, no planejamento deste feminicídio, da execução ali da própria nora, mãe dos netos", explicou a autoridade policial.
Planejamento e execução do assassinato
Conforme relatos da polícia, na noite anterior ao assassinato, Márcia teria ajudado a retirar os dois filhos do casal, com idades de 4 e 2 anos, de casa. Essa ação foi interpretada como uma tentativa de facilitar a execução do crime, eliminando testemunhas e reduzindo obstáculos.
Mesmo após ter sido alertada pelas cunhadas sobre o perigo iminente, Graziele não conseguiu escapar da tragédia. Ela foi morta a facadas pelo marido, em um ato de violência extrema que deixou a família e vizinhos em estado de choque.
Fuga e prisão dos envolvidos
Após o crime, Juarez Antônio da Silva fugiu para a região Norte de Minas, mas foi preso em flagrante pelas autoridades. Ele foi encaminhado ao presídio de Vespasiano, aguardando as próximas etapas do processo judicial.
Já Márcia Helena da Silva, que possuía um mandado de prisão preventiva em aberto, foi localizada pela polícia na cidade de Sete Lagoas, na região Central do estado. Ela se escondia na casa de uma irmã quando foi capturada e, posteriormente, levada para o presídio de Ribeirão das Neves.
Repercussões familiares e cuidado das crianças
O caso ganhou contornos ainda mais dramáticos quando se soube que Márcia expulsou as próprias filhas de casa após elas tentarem impedir o assassinato. Esse detalhe reforça o nível de envolvimento e determinação da suspeita no planejamento criminoso.
As duas crianças do casal, órfãs da mãe e com o pai preso, ficaram sob os cuidados da família da vítima. A situação evidencia as graves consequências emocionais e sociais deixadas por crimes dessa natureza, que afetam gerações inteiras.
Impacto e reflexões sobre o caso
A delegada Adriana das Neves Rosa ressaltou a gravidade do envolvimento de outra mulher no crime: "O que choca mais ainda é um outra mulher participando disso, incentivando isso e planejando toda uma execução". A afirmação destaca a complexidade das relações familiares e a violência de gênero que pode surgir em contextos domésticos.
O feminicídio em Vespasiano serve como um triste alerta para a necessidade de maior atenção e proteção às vítimas de violência doméstica, especialmente em situações onde há indícios de conspiração ou incentivo por parte de familiares.