Seguranças clandestinos agridem jovem surdo durante festa de carnaval no Rio Grande do Norte
A Polícia Federal revelou nesta quarta-feira (25) que a empresa responsável pela contratação dos seguranças que agrediram um jovem surdo durante o carnaval de Apodi, no Rio Grande do Norte, atuava de forma completamente clandestina. A organização não possuía qualquer autorização para exercer atividades de segurança privada, conforme determinado pela legislação brasileira.
Violência registrada em vídeo viraliza nas redes sociais
As agressões ocorreram na terça-feira de carnaval (17), próximo a um trio elétrico, e foram registradas em um vídeo que rapidamente ganhou as redes sociais. As imagens mostram o jovem sendo atingido por golpes de cassetetes e, em seguida, empurrado violentamente pelos seguranças, caindo no chão. Felizmente, ele foi acolhido por foliões que estavam próximos ao local do incidente.
Segundo relatos da polícia, testemunhas afirmaram que o jovem tentou se comunicar com os seguranças através da Língua Brasileira de Sinais (Libras), mas não foi compreendido. A falta de comunicação pode ter agravado a situação, culminando no ato de violência.
Vítima sofreu ferimentos graves e família registrou boletim de ocorrência
De acordo com a família, que registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Apodi, o jovem sofreu diversos cortes pelo corpo e precisou levar quatro pontos em um dos braços devido à gravidade dos ferimentos. O caso está sendo investigado pela própria delegacia da cidade, que busca apurar todas as circunstâncias do ocorrido.
A Prefeitura de Apodi informou, através de nota oficial, que determinou a imediata apuração dos fatos junto à empresa responsável pela segurança do evento. A administração municipal afirmou que "seguirá colaborando com as autoridades, mantendo o diálogo institucional e assegurando que todos os procedimentos estejam adequados à legislação". No entanto, a prefeitura não detalhou as circunstâncias específicas que levaram à agressão.
Polícia Federal age e empresa poderá responder judicialmente
A Polícia Federal já lavrou auto de encerramento das atividades irregulares da empresa de segurança, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades. Além disso, a Prefeitura de Apodi foi formalmente notificada acerca da contratação irregular, com o objetivo de evitar novas ocorrências dessa natureza no futuro.
A empresa agora poderá responder judicialmente pelas irregularidades relacionadas à prestação clandestina de serviço de segurança privada. A atuação da PF visa coibir práticas ilegais que colocam em risco a segurança dos cidadãos durante eventos públicos de grande porte, como o carnaval.
Este caso levanta questões importantes sobre a fiscalização de empresas de segurança privada e a necessidade de capacitação dos profissionais para lidar com situações envolvendo pessoas com deficiência, garantindo que todos possam celebrar festividades com segurança e respeito.



