Rio de Janeiro registra média alarmante de quase 10 atendimentos diários por violência sexual em 2025
Rio tem quase 10 atendimentos diários por violência sexual em 2025

Rio de Janeiro registra média alarmante de quase 10 atendimentos diários por violência sexual em 2025

O Rio de Janeiro apresentou uma média preocupante de quase 10 atendimentos por violência sexual a cada dia durante o ano de 2025, conforme dados divulgados pela prefeitura da cidade. No total, foram registrados 3,4 mil atendimentos, representando o maior número já observado desde o início dos registros.

Dados abrangentes e histórico preocupante

As informações são provenientes de uma ampla rede de serviços de saúde, incluindo hospitais, clínicas particulares e postos de saúde em toda a cidade do Rio, sempre que uma mulher vítima de violência busca atendimento. Desde 2015, mais de 20.568 mulheres receberam assistência por conta de violência sexual na rede municipal de saúde do Rio.

O painel da violência, que monitora esses casos, existe há três anos, mas foi a partir de dezembro que as informações sobre violência contra a mulher começaram a ser classificadas de maneira mais específica e detalhada, permitindo uma análise mais precisa da situação.

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Regiões com maior incidência e perfil das vítimas

Desde 2015, a região de Campo Grande concentra o maior número de atendimentos, com 3.183 casos registrados. Em seguida, aparecem a Barra e Jacarepaguá, com 2.926 atendimentos, e a área de Madureira e Irajá, com 2.803 casos.

Os dados, disponíveis para acesso público na internet, também revelam o perfil das vítimas atendidas nos postos de saúde:

  • 35% das vítimas têm entre dez e dezenove anos de idade
  • 20% estão na faixa etária de vinte a vinte e nove anos
  • 28% são crianças entre três e nove anos
  • Em relação à raça, 42% das vítimas se declararam pardas, 32% brancas e 19% pretas

Locais das agressões e implicações sociais

Mais da metade das vítimas relatam que foram agredidas dentro de suas próprias casas, destacando a violência doméstica como um fator significativo. Além disso, 16% das agressões ocorreram nas ruas, evidenciando também a vulnerabilidade em espaços públicos.

Esses números alarmantes reforçam a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes e campanhas de conscientização para combater a violência sexual na cidade, protegendo especialmente mulheres e crianças que são as mais afetadas por essa triste realidade.

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