Mães de adolescentes alunas da Escola Estadual Otoniel Mota, em Ribeirão Preto (SP), procuraram a Polícia Civil para denunciar que suas filhas foram vítimas de importunação sexual por parte de um professor da unidade. Os episódios teriam ocorrido na última sexta-feira (22), durante as aulas de educação física, conforme relato de uma das mães ao g1, que preferiu não se identificar para preservar a identidade da adolescente.
Relato das vítimas
De acordo com a mãe, a filha ligou para ela chorando, por volta das 17h40, contando que o professor de educação física havia mexido com ela. A mãe foi até a escola, mas já encontrou a filha e outras alunas do lado de fora, pois o portão de saída estava aberto. A adolescente relatou que, durante as atividades com a turma, o professor fez gestos com a mão simulando toque nas nádegas das estudantes. “Ele estava fazendo exercício na bola de ginástica com uma aluna e chegou por trás dela, fazendo gestos como se fosse apalpar a bunda delas. Quando ela olhou para trás, ele piscou para ela”, contou a mãe.
As atitudes do docente teriam se repetido em outra turma. Nessa ocasião, ele teria colocado a mão no próprio órgão genital, que estava ereto, olhado para uma aluna, piscado e a chamado de “gatinha”. “Ele deu aula em duas turmas, e as duas têm relato de importunação sexual. Com a outra aluna, ele simplesmente colocou a mão no órgão genital dele, olhou para a aluna, piscou e a chamou de gatinha”, afirmou a mãe.
Ação da escola e demissão
A mãe foi até a secretaria da escola e conversou com o diretor, mas ele não soube explicar o ocorrido, pois não estava presente no momento. A Secretaria Estadual de Educação informou que, assim que recebeu a denúncia das estudantes, a equipe gestora realizou a escuta dos relatos e convocou os responsáveis. O professor, identificado como Gustavo Cucolicchio, teve o contrato temporário encerrado, e uma apuração preliminar será instaurada. A pasta também inseriu o caso na plataforma do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP) e disponibilizou um psicólogo para as estudantes. “A Unidade Regional de Ensino de Ribeirão Preto e a equipe gestora estão à disposição das autoridades para prestar mais esclarecimentos”, complementou a secretaria.
Investigação policial
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que o caso foi registrado como importunação sexual na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ribeirão Preto, que investiga os fatos. A reportagem não localizou a defesa do professor. A ocorrência foi registrada na sexta-feira, quando o grupo de mães foi à delegacia.



