Homem é preso por tentativa de feminicídio após atirar contra cunhada em Foz do Iguaçu
Um homem de 32 anos foi preso nesta sexta-feira (17) pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) sob a acusação de tentativa de feminicídio em Foz do Iguaçu, no Oeste do estado. O crime ocorreu após uma discussão familiar, quando o suspeito atirou contra a própria cunhada na frente da filha da vítima, uma bebê de apenas sete meses de idade.
Detalhes do ataque violento
De acordo com as investigações, o homem foi até a residência da família e tentou efetuar vários disparos contra a cunhada. A arma apresentou falhas, mas mesmo assim dois tiros atingiram a mulher, ferindo-a na mão e na perna. A vítima foi rapidamente socorrida e, felizmente, sobreviveu ao ataque.
Segundo a delegada Giovanna Antonucci, que coordena o caso, a polícia ainda está apurando os motivos exatos da discussão que desencadeou as ameaças e os disparos. No entanto, já foi constatado que, no dia anterior ao crime, o suspeito havia ameaçado a vítima de morte e efetuado tiros em frente à casa para intimidar toda a família.
Violência se estende a outros familiares
Durante o mesmo episódio de violência, o homem também tentou atirar contra a mãe da cunhada. Por sorte, a arma falhou novamente e ela não foi atingida. A polícia solicitou medidas protetivas de urgência para ambas as mulheres, mas o Juizado de Violência Doméstica entendeu que não havia caracterização clara de violência de gênero, aplicando apenas medidas cautelares.
Na casa do suspeito, os policiais apreenderam um celular, mas a arma utilizada no crime não foi localizada. A identidade dos envolvidos não foi divulgada pelas autoridades.
Histórico criminal do acusado
A delegada Giovanna Antonucci informou que o homem preso possui passagens pela polícia por crimes de tráfico de drogas e violência doméstica. Ele foi autuado formalmente por tentativa de feminicídio e agora segue à disposição da Justiça, aguardando as próximas etapas do processo legal.
Este caso chocante reforça a importância do combate à violência contra a mulher e a necessidade de medidas eficazes de proteção às vítimas, especialmente em contextos familiares onde a agressão pode se repetir e escalar.



