Homem é preso por manter mulher em cárcere privado por três anos em Xapuri, Acre
Preso por cárcere privado de mulher por 3 anos no Acre

Homem é preso por manter mulher em cárcere privado por três anos em Xapuri, Acre

A Polícia Civil de Xapuri, no interior do Acre, efetuou a prisão em flagrante de um homem suspeito de manter sua companheira em cárcere privado na zona rural do município por aproximadamente três anos. O caso veio à tona após uma denúncia anônima recebida na tarde desta segunda-feira (19), quando o casal chegava à residência da mãe da vítima.

Detalhes do crime e prisão

Conforme apurações do g1 junto à polícia, a vítima, que tem dois filhos com o suspeito, era sistematicamente impedida de sair de casa sem a presença dele. O casal residia em uma área isolada, distante do centro urbano e sem contato com vizinhos, o que dificultava significativamente qualquer pedido de ajuda ou fuga.

Além do cárcere, a mulher relatou em depoimento que sofria agressões físicas, psicológicas e ameaças constantes ao longo dos anos, sendo também proibida de manter contato com familiares sem a autorização do marido. A situação só foi interrompida graças à intervenção policial motivada pela denúncia.

Interrogação e enquadramento legal

O suspeito foi conduzido imediatamente para a Delegacia de Xapuri, onde foi interrogado pelos investigadores. Diante das evidências e do relato da vítima, ele foi preso em flagrante pelos crimes de cárcere privado, ameaça e tortura, conforme previsto na legislação brasileira.

Contexto e importância do caso

Este caso destaca a gravidade da violência doméstica em regiões remotas, onde o isolamento geográfico pode agravar a vulnerabilidade das vítimas. A prisão serve como um alerta para a necessidade de vigilância e denúncia em comunidades rurais, onde tais crimes podem passar despercebidos por longos períodos.

Canais de denúncia e apoio

Para combater a violência contra a mulher, a Polícia Militar do Acre disponibiliza números específicos para denúncias, reforçando a importância da ação coletiva. Entre as opções estão:

  • Polícia Militar - 190: em casos de risco imediato.
  • Samu - 192: para socorro urgente.
  • Delegacias especializadas ou qualquer delegacia de polícia.
  • Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) do Acre: (68) 99930-0420.
  • Disque 100: para denúncias anônimas de violações de direitos humanos.
  • WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008.

Profissionais de saúde também têm a obrigação de notificar casos suspeitos, encaminhando as informações aos conselhos tutelares e polícia, como parte da luta contra a impunidade.