Homem é preso em Anápolis por abusar de sobrinha por quase três anos; vítima de 8 anos guardou prova
Um homem de 25 anos foi preso em Anápolis, Goiás, após ser identificado como autor de abusos sexuais contra a sobrinha, hoje com 8 anos. Segundo a Polícia Civil, os crimes ocorreram por quase três anos, com a prisão ocorrendo na última sexta-feira, 27 de março de 2026.
Investigação e relatos desacreditados
A investigação teve início em 2025, quando a menina relatou à escola que vinha sendo violentada pelo tio. A instituição comunicou a delegacia, mas, de acordo com a polícia, a criança não recebeu apoio da própria família e teve seus relatos desacreditados. A delegada Aline Lopes, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), afirmou que a vítima tentou diversas vezes contar o que acontecia, mas era punida pelos parentes, que acreditavam na versão do agressor.
Prova crucial e prisão preventiva
Sem ser ouvida, a menina tomou a iniciativa de guardar sêmen do tio após um dos episódios, com o objetivo de comprovar o que vinha relatando. O material foi entregue a outros familiares, que então procuraram a polícia. A partir disso, o caso avançou. Na delegacia, a criança contou que os abusos começaram quando tinha cerca de 5 ou 6 anos e que o tio fazia ameaças para impedir que ela pedisse ajuda.
Com base nos relatos e na evidência apresentada, o Ministério Público e a Justiça autorizaram a prisão preventiva do suspeito e o cumprimento de mandado de busca e apreensão. Durante a abordagem, o homem negou as acusações, mas, segundo a polícia, acabou confessando após ser informado sobre as provas reunidas. Ele foi levado à delegacia e responderá por estupro de vulnerável.
Responsabilização de familiares
A delegada informou ainda que familiares da vítima também serão responsabilizados por omissão, já que ignoraram os relatos da criança e deixaram de protegê-la. A esposa do suspeito chegou a flagrá-lo em situação suspeita com a criança, mas ele negou repetidamente qualquer irregularidade, e a família optou por acreditar nele.
O caso destaca a importância de ouvir e proteger crianças em situações de vulnerabilidade, bem como a necessidade de ações rápidas e eficazes das autoridades para combater crimes sexuais contra menores.



