Mulher é presa por racismo ao chamar guarda de 'macaco' em delegacia de Limeira
Presa por racismo após chamar guarda de 'macaco' em Limeira

Uma mulher de 21 anos foi presa em flagrante por racismo neste domingo (24), em Limeira (SP), após proferir ofensas racistas contra um guarda municipal dentro de uma delegacia. O incidente ocorreu durante a apresentação de uma ocorrência de tráfico de drogas que resultou na prisão do irmão dela, de 28 anos.

Detalhes do ocorrido

A confusão começou quando familiares do homem preso por tráfico chegaram à delegacia e iniciaram uma discussão com os guardas. A irmã do suspeito tentou interferir para facilitar uma possível fuga, agrediu um dos agentes e proferiu ofensas racistas contra outro guarda, que é preto. Segundo o delegado Luiz Guilherme Barbosa, a prisão em flagrante foi determinada após as ofensas. "Os familiares desse preso vieram até a delegacia e, durante a apresentação, acabaram proferindo diversas ofensas de cunho racial contra um dos guardas", afirmou. O crime de racismo é inafiançável.

Um dos agentes que presenciou a cena confirmou as ofensas. "Ela falou que por isso preto não poderia usar farda. Chamou o parceiro de macaco, usando palavras de baixo calão. Eu, de imediato, questionei o que ela tinha dito. Ela disse que era isso mesmo. Então, mediante o ocorrido, dei voz de prisão", contou o agente.

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Declaração da vítima

O guarda Helvécio, vítima do racismo, também se manifestou. "Felizmente, não vou deixar de ser preto. Vou continuar sendo preto. Quem tiver problema com preconceito que consulte um psicólogo e vá se tratar", disse em um vídeo.

Prisão por tráfico

O irmão da suspeita, um homem de 28 anos, havia sido preso em flagrante por tráfico de drogas na manhã anterior, no bairro Antônio Simonetti. De acordo com a Guarda Civil, ele resistiu à prisão e precisou ser algemado.

Posicionamento da Prefeitura

A Prefeitura de Limeira, por meio da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Civil, divulgou uma nota repudiando o crime de racismo praticado contra o Guarda Civil Municipal Helvécio. A administração municipal afirmou que "atos de discriminação racial atentam contra a dignidade humana, violam os princípios constitucionais da igualdade e do respeito e configuram crime previsto na legislação brasileira".

"A administração municipal reforça que não compactua, em nenhuma hipótese, com condutas dessa natureza, seja no âmbito institucional ou fora dele", pontuou. Ressaltou ainda que "a Guarda Civil Municipal de Limeira pauta sua atuação pelos valores do respeito, da legalidade e da defesa dos direitos fundamentais. Seus integrantes merecem exercer suas funções com segurança, dignidade e reconhecimento" e que colabora com a apuração dos fatos para a responsabilização dos envolvidos.

"A Prefeitura reafirma seu compromisso permanente com o combate ao racismo, prioridade desta gestão desde o início. Em maio de 2025, foi recriado o Departamento de Promoção da Igualdade Racial, responsável pela formulação e implementação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da discriminação racial em Limeira". Além disso, a Central 156 também passou a receber e encaminhar denúncias dessa natureza.

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