Pedreiro é preso por estuprar filhas e enteada durante uma década na Serra, ES
Um pedreiro de 39 anos foi preso na noite de quarta-feira (29) na Serra, região da Grande Vitória, no Espírito Santo, suspeito de cometer estupros contra as próprias filhas, de 7 e 15 anos, e a enteada, de 14 anos. Segundo informações da Polícia Civil, os crimes teriam ocorrido ao longo de um período de dez anos, revelando um caso grave de violência doméstica e abuso sexual infantil.
Detalhes dos crimes e atuação policial
O homem foi detido enquanto trabalhava em uma obra, após denúncia apresentada pelas vítimas com o apoio de uma tia. De acordo com o delegado titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Marcelo Cavalcanti, os abusos começaram quando a filha mais velha tinha apenas 6 anos e se estenderam até o ano de 2025. "O pai era casado com uma pessoa com quem teve uma filha. Essa mulher faleceu em 2023. A menina começou a ser abusada por esse pai desde os seis anos. Ele passou a fazer atos libidinosos, contra a vontade dela", explicou o delegado.
Os abusos contra a enteada iniciaram quando ela tinha 7 anos, seguindo um padrão similar. O delegado destacou que as meninas, que se tornaram amigas, se uniram para proteger a terceira vítima, a filha mais nova do pedreiro, de 7 anos. "Uma sabia do abuso da outra. São muito amigas, e se uniram na defesa da terceira vítima. É aquela história: comigo eu aceito, com a nossa irmã não", afirmou Cavalcanti, ressaltando a coragem das jovens em enfrentar a situação.
Denúncia e evidências médicas
A denúncia foi formalizada após a filha mais velha se mudar para a casa de uma tia materna, que teve a iniciativa de relatar os fatos à DPCA. "A mais velha foi morar com a tia materna, inclusive foi essa tia que teve a coragem de ir à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente relatar o fato", completou o delegado. Além dos depoimentos, um laudo médico de uma das vítimas confirmou a presença de lesões causadas pelo Papilomavírus Humano (HPV) na genitália, reforçando as acusações de abuso sexual.
O pedreiro foi encaminhado a um presídio na Serra e responderá à Justiça pelo crime de estupro de vulnerável, envolvendo as três vítimas. Para preservar a identidade das jovens, a polícia optou por não divulgar os nomes dos envolvidos, seguindo protocolos de proteção a vítimas de violência sexual.
Contexto e importância da denúncia
Este caso chama a atenção para a gravidade do abuso sexual infantil e a necessidade de mecanismos eficazes de denúncia e apoio às vítimas. A atuação conjunta das autoridades, incluindo o delegado geral adjunto da Polícia Civil, José Lopes, e o delegado Marcelo Cavalcanti, foi fundamental para a prisão do suspeito. A sociedade é lembrada da importância de reportar casos de violência e abuso, especialmente quando envolvem crianças e adolescentes, para garantir justiça e prevenir futuros crimes.