Patrulha Maria da Penha do Amapá intensifica combate à violência doméstica
Nos últimos três anos, a Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar do Amapá, recebeu mais de 2 mil medidas protetivas para fiscalizar e realizou mais de 5 mil visitas a mulheres vítimas de violência. Além disso, a patrulha também efetuou visitas a agressores, como parte de uma estratégia abrangente de monitoramento e prevenção.
Crescimento nas ações reflete aumento de denúncias e violência
Segundo a coordenadora da patrulha, capitã Waldelice Nogueira, os números cresceram tanto pela alta da violência quanto pelo aumento das denúncias. Ela explica que parte desse aumento está diretamente ligado às ações educativas realizadas pela corporação, que têm incentivado a sociedade a buscar ajuda.
“Os números aumentaram porque a violência está crescendo, mas também porque há mais denúncias. Levamos informações que levam a sociedade a denunciar. Muitas vezes a violência já existia, mas a mulher nunca tinha denunciado”, destacou a capitã.
Estrutura e funcionamento da patrulha
A Patrulha Maria da Penha foi criada para garantir o cumprimento das medidas protetivas, já que muitos agressores descumpriam as ordens judiciais. O trabalho é feito em parceria entre a Polícia Militar e o Poder Judiciário, que envia as medidas para fiscalização.
A patrulha atua com quatro equipes distribuídas nas áreas Norte, Sul, Centro, Oeste em Macapá e também em Santana. As visitas às vítimas têm caráter acolhedor, com o objetivo de oferecer informação, proteção e apoio para que elas consigam romper o ciclo da violência.
Visitas a agressores e atendimento de emergência
Já as visitas aos agressores servem para informá-los sobre as medidas impostas e deixá-los cientes de que estão sendo monitorados. Em casos de flagrante, a vítima deve ligar para o 190.
“Hoje nós temos o 190, que faz o atendimento em casos de flagrante. Se a violência está acontecendo, é para lá que a vítima deve ligar. Dentro desse número existe o Box Lilás, que garante atendimento preferencial e mais humanizado para a mulher”, explicou a coordenadora.
Impacto das ações educativas
A patrulha tem levado ações educativas para escolas e comunidades, visando conscientizar a população sobre a importância de denunciar casos de violência. Essas iniciativas têm sido fundamentais para aumentar a confiança das vítimas e reduzir a subnotificação.
Com um trabalho contínuo e dedicado, a Patrulha Maria da Penha do Amapá se consolida como uma ferramenta essencial na proteção das mulheres e no combate à violência doméstica no estado.



