Pai é preso em Santa Catarina por suspeita de abusar sexualmente da filha adolescente
Um homem de 33 anos, foragido do estado do Acre, foi preso nesta quarta-feira (25) em Florianópolis, capital de Santa Catarina, suspeito de cometer abuso sexual contra a própria filha de 15 anos. O crime teria ocorrido no dia 22 de fevereiro em Rio Branco, conforme informações da Polícia Civil.
Fuga para outro estado após o crime
Segundo as investigações, o suspeito fugiu para outro estado logo após o ocorrido. Ele estava trabalhando como mecânico em uma oficina quando foi localizado e preso pela Polícia Militar de Santa Catarina. A confirmação do caso foi feita pela delegada Carla Fabíola Coutinho, da Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítima (Decav).
A identidade do homem não foi divulgada pelas autoridades, o que impediu contato direto com ele ou sua defesa para obter versão dos fatos.
Detalhes do crime revelados pela delegada
A delegada Carla Fabíola explicou que, no dia do crime, a vítima saiu com o pai para um bar na capital acreana. No estabelecimento, o suspeito teria oferecido bebida alcoólica para a adolescente. Após algum tempo, segundo relatos policiais, ele convenceu a filha a ir até um motel com a justificativa de que iriam apenas descansar.
Em depoimento, a adolescente relatou que ingeriu mais bebida alcoólica no motel, induzida pelo pai, e foi abusada sexualmente. No dia seguinte, ela foi levada pela madrasta para a casa da mãe, onde a situação veio à tona.
Exame confirmou estupro de vulnerável
De acordo com a Polícia Civil, a vítima passou por exame de corpo de delito, que confirmou o crime de estupro de vulnerável. O laudo médico foi fundamental para embasar as acusações contra o suspeito.
Busca e prisão do foragido
A delegada destacou que a polícia pediu a prisão preventiva do suspeito ao Poder Judiciário, mas ele já havia fugido quando o mandado foi expedido. "Foi encontrado na capital em Florianópolis na manhã dessa quarta-feira. A Polícia do Acre fez a denúncia contra ele e encontraram ele trabalhando em uma oficina mecânica", relatou Carla Fabíola.
Ela ainda revelou que recebeu denúncias anônimas que ajudaram a localizar o paradeiro do suspeito. "Vai ser relatado o procedimento aqui na delegacia e encaminhado para o Poder Judiciário para continuar com os trâmites legais", concluiu a delegada.
Canais de denúncia e apoio às vítimas
As autoridades reforçam a importância dos canais de denúncia para casos de violência:
- Polícia Militar - 190: para situações de risco imediato
- Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes
- Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou mulheres
- Disque 100: para denúncias anônimas de violações de direitos humanos
- Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) no Acre: (68) 99930-0420
- WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008
Profissionais de saúde também têm obrigação de fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência, encaminhando aos conselhos tutelares e polícia.



