Um homem suspeito de assassinar a própria filha e ocultar o corpo no quintal de sua residência foi preso neste domingo (1º) na cidade de Tatuí, no interior de São Paulo. A captura ocorreu enquanto o indivíduo praticava pesca predatória em um lago público, encerrando uma busca que se estendia desde 2022.
Foragido da Justiça é localizado durante pesca irregular
Gutemberg Peixoto Alves de Souza, de 45 anos, foi abordado por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) no lago da Praça Mário Coscia. Ele utilizava uma tarrafa para pescar, atividade proibida no local por ser considerada predatória. Durante a abordagem, o suspeito tentou se passar por outra pessoa, apresentando um nome falso aos guardas.
Ao ser conduzido à delegacia, os agentes realizaram uma consulta nos sistemas policiais e descobriram que se tratava de um foragido da Justiça. Gutemberg tinha um mandado de prisão em aberto por homicídio e ocultação de cadáver. Imediatamente, ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia de Tatuí, onde permaneceu detido.
Crime brutal no litoral paulista
O caso remonta a Ilha Comprida, município do litoral de São Paulo, onde Gutemberg é acusado de ter cometido um crime hediondo contra a filha, Agata Gonzaga Peixoto Ferreira, de apenas 17 anos. A adolescente desapareceu em 2021 e morava com o pai no bairro Balneário Britânia.
Descoberta da ossada e investigações
Os restos mortais de Agata foram encontrados no quintal da casa onde ela vivia com o pai na manhã do dia 11 de novembro de 2022. A ossada estava envolta em uma rede e um lenço, indicando uma tentativa de ocultação do corpo. As investigações começaram após um tio da jovem procurar a delegacia em 26 de outubro de 2022, relatando o desaparecimento da sobrinha há mais de um ano.
Inicialmente, Gutemberg alegou aos familiares que a filha havia decidido morar com a mãe, em Itanhaém. No entanto, quando a polícia localizou a mãe, ela negou ter recebido Agata. Diante disso, o suspeito mudou sua versão, afirmando que a adolescente teria fugido para Sorocaba com um rapaz e cortado todo contato, inclusive nas redes sociais.
Reclassificação do caso e pedido de prisão
O registro inicial foi feito como desaparecimento de pessoa, mas, após a descoberta da ossada, o caso foi reclassificado como homicídio. A Polícia Civil de Ilha Comprida assumiu as investigações, que culminaram no pedido de prisão de Gutemberg. Acredita-se que o pai tenha matado a filha e a enterrado no quintal da residência, no mesmo bairro onde viviam.
Este crime chocou a comunidade local e levantou questões sobre violência doméstica e a segurança de jovens em situações vulneráveis. A prisão do suspeito, após quase dois anos foragido, representa um passo importante na busca por justiça para Agata e sua família.