Pai é preso após morte de bebê de 1 ano e 11 meses em Aracruz, ES, por suspeita de tortura
A morte trágica de uma menina de apenas 1 ano e 11 meses resultou na prisão do pai, de 42 anos, no domingo, 5 de abril, em Aracruz, no Espírito Santo. A Polícia Civil abriu uma investigação detalhada para apurar as suspeitas de tortura e homicídio que cercam o caso. A mãe da criança também foi detida temporariamente para prestar esclarecimentos essenciais às autoridades.
Detalhes da ocorrência e tentativas de reanimação
A ocorrência começou quando a bebê foi levada ao Pronto Atendimento de Jacupemba em estado crítico, despertando a atenção imediata dos profissionais de saúde. Eles perceberam que a criança apresentava diversos ferimentos graves e, sem demora, acionaram as autoridades policiais. Apesar dos esforços intensivos de reanimação realizados pela equipe médica, a menina não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.
Quando a Polícia Militar chegou ao posto de saúde, o pai forneceu uma versão inicial dos eventos. Ele relatou que estava em casa e teria sido avisado pelo sobrinho de que a criança estava desacordada. Segundo seu depoimento, familiares ajudaram a levá-la rapidamente ao posto de saúde, onde o óbito foi confirmado pelos médicos.
Versão da mãe revela agressões frequentes
Contudo, a versão da mãe, apresentada em depoimento à polícia, apontou uma direção completamente diferente e alarmante. A mulher afirmou que o companheiro agredia a filha com frequência, descrevendo um padrão de violência doméstica. Ela relatou que a última agressão teria ocorrido após a criança pedir comida, um momento que deveria ser de cuidado e proteção.
Além disso, a mãe disse que tentava proteger a menina das agressões, mas que ela própria também sofria violência dentro de casa, indicando um ambiente familiar marcado pelo abuso. Essas declarações foram cruciais para a investigação, destacando a gravidade da situação.
Autuação e encaminhamentos do caso
A Polícia Civil informou que o homem foi autuado em flagrante por tortura com resultado morte, uma acusação séria que reflete a natureza brutal do crime. O caso será conduzido pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Aracruz, que assumirá a responsabilidade de aprofundar as investigações e buscar justiça.
O corpo da criança foi encaminhado para exames na unidade de medicina legal em Linhares, visando obter evidências forenses que possam esclarecer as circunstâncias exatas da morte. Após os procedimentos, o corpo será liberado à família para os ritos fúnebres.
Este caso chocante em Aracruz ressalta a importância da vigilância social e das ações policiais em proteger os mais vulneráveis, especialmente crianças em situações de risco doméstico.



