Um incêndio de grandes proporções atingiu cinco lojas na Rua de Santa Rita, no bairro de São José, uma das principais áreas comerciais do Centro do Recife. Imagens enviadas para o WhatsApp da TV Globo mostram chamas intensas durante a madrugada, próximas à Igreja de Santa Rita de Cássia. Felizmente, não houve vítimas.
Trabalho dos bombeiros
Até a última atualização desta reportagem, o Corpo de Bombeiros ainda atuava no rescaldo para evitar reignição, já que os estabelecimentos comerciais possuem grande quantidade de material inflamável. Foram utilizadas dez viaturas, entre veículos de combate a incêndio, resgate e comando operacional. Um drone monitora os pontos de chamas de cima.
"São edificações antigas, muito próximas umas das outras. O material combustível, por serem lojas que trabalhavam com plástico e cosméticos, aumenta o risco de reignição", explicou a major Grace Saldanha, do Corpo de Bombeiros.
Avaliação estrutural
A Defesa Civil do Recife informou que a área foi isolada e que uma avaliação preliminar não identificou imóveis com risco de colapso estrutural. Uma nova vistoria mais completa será realizada após a conclusão do trabalho dos bombeiros.
Energia elétrica
Durante o combate ao fogo, a energia elétrica foi desligada no bairro. Segundo a Neoenergia, apenas 10% dos imóveis ainda estão sem luz, e o restabelecimento ocorrerá após liberação dos bombeiros e da Defesa Civil.
Impacto no comércio
Patrícia Pontes, gerente de uma das lojas atingidas, lamentou o ocorrido: "Os comerciantes tinham grandes expectativas para o sábado, devido à procura por itens da Copa do Mundo e pela missa na Igreja de Santa Rita, cujo dia é 22 de maio. Sabemos que não só nossa loja, mas todo o comércio sofrerá com a redução do fluxo. Agora é trabalhar para reconstruir".
Emily Torres, vendedora de um dos pontos comerciais, descreveu o sentimento: "É desesperador. Não sei descrever o que estou sentindo. Tantas famílias e funcionários dependem disso".
O incêndio, embora sem vítimas, representa uma tragédia para os lojistas da região, que agora enfrentam o desafio da reconstrução.



