Pai é investigado por agredir e enforcar filha de 12 anos com cinto em Boa Vista
A Polícia Civil de Roraima instaurou um inquérito para investigar um homem de 45 anos, suspeito de cometer graves agressões contra a própria filha, uma adolescente de apenas 12 anos, em Boa Vista. O caso, que chocou a comunidade local, envolve acusações de maus-tratos, lesão corporal e discriminação, com detalhes alarmantes revelados pelas vítimas.
Detalhes chocantes da agressão
Segundo relatos apresentados à polícia, o suspeito teria agredido a filha mais nova com um cinto e, em seguida, enrolou o objeto no pescoço da menina, numa tentativa de enforcamento. A adolescente conseguiu retirar o cinto, momento em que as agressões cessaram. A irmã mais velha da vítima, de 19 anos, que também sofreu ameaças, presenciou parte dos ataques e buscou ajuda na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), localizada na Casa da Mulher Brasileira em Boa Vista.
Motivação e contexto familiar violento
O homem, ao ser questionado, alegou que as agressões foram uma forma de "disciplinar" a filha, porque ela "estaria querendo virar bissexual" após se envolver com outra menina na escola. A irmã mais velha relatou à Polícia Militar que o pai monitora rigidamente todos os passos das filhas, não permitindo que saiam sozinhas de casa, e que já espancou todas as filhas e a mãe, que atualmente trabalha em outro país.
Ela ainda informou que o suspeito possui uma arma de fogo "legalizada" em casa e a utilizou para ameaçar as filhas, aumentando o clima de terror no ambiente doméstico. A adolescente agredida estava visivelmente abalada, apresentando lesões pelo corpo e chorando ao lembrar do ocorrido durante o atendimento policial.
Andamento do caso e medidas protetivas
Apesar da gravidade das acusações, o homem se recusou a acompanhar a polícia até a delegacia quando abordado, alegando que "teria afazeres". Como o crime não ocorreu em flagrante, foi registrado apenas um boletim de ocorrência pelos crimes de maus-tratos, lesão corporal e discriminação.
A irmã mais velha solicitou uma medida protetiva de urgência contra o pai, mas optou por não representar criminalmente contra ele neste momento. A vítima de 12 anos está sob acompanhamento do Conselho Tutelar e foi encaminhada para acolhimento com familiares, visando sua proteção imediata.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca apurar todos os detalhes para garantir a aplicação da justiça e a segurança das vítimas envolvidas nesta trágica situação de violência doméstica.



