Padrasto e mãe presos por estupro de vulnerável contra enteada de 12 anos em Santa Catarina
Um homem foi preso na cidade de Grão-Pará, município com apenas 6,2 mil habitantes localizado no Sul de Santa Catarina, acusado de reiterados abusos sexuais contra sua própria enteada, que hoje possui 12 anos de idade. A investigação da Polícia Civil revelou que a menina era violentada desde os 9 anos, em um caso que chocou a pequena comunidade.
Mãe também detida por omissão e conivência com os crimes
A mãe da criança igualmente foi presa pela autoridade policial, sendo acusada de omissão. De acordo com as investigações, ela teria sido informada diversas vezes sobre a violência sexual perpetrada pelo parceiro contra a própria filha, mas não tomou as devidas providências para proteger a vítima.
A investigação teve início a partir de relatos das professoras da menina, que a encontraram chorando desesperadamente no banheiro da escola. Na ocasião, a adolescente revelou que não desejava mais retornar para casa, onde além dos abusos sexuais sofridos pelo padrasto, também era agredida pela mãe ao relatar sobre a violência sexual que enfrentava.
Último episódio de abuso ocorreu dias antes da prisão
O último episódio de abuso antes da captura dos suspeitos aconteceu na terça-feira, dia 3. "Ocasião em que o investigado teria trancado a residência e escondido as chaves para impedir a saída da adolescente e consumar o crime", detalhou a Polícia Civil em nota oficial.
Rapidamente após os relatos das professoras, foram solicitadas diligências e exames periciais que comprovaram o estupro de vulnerável nos últimos três anos. Essas evidências motivaram o pedido de prisão preventiva tanto do padrasto quanto da mãe da menina, que foram capturados na sexta-feira, dia 6.
Fuga de Chapecó após boletins de ocorrência anteriores
Durante a investigação, foi descoberto ainda que os dois suspeitos fugiram com a menina da cidade de Chapecó, localizada no Oeste catarinense, após dois boletins de ocorrência registrados naquela localidade que relatavam os mesmos crimes contra a vítima.
"Naquelas ocasiões, nada foi efetivado pois a família fugiu da localidade, o que denotou que, após tomar conhecimento dos fatos, a genitora se fez conivente para proteger o agressor e manter o ciclo de violência", completou a Polícia Civil em seu comunicado.
Presos permanecem à disposição da Justiça catarinense
Os nomes dos presos não foram revelados pelas autoridades, preservando a identidade da vítima. Ambos foram levados para penitenciárias da região, onde permanecerão à disposição da Justiça de Santa Catarina para os devidos processos legais.
O caso continua sob investigação, com a polícia coletando mais evidências e depoimentos para fortalecer a acusação contra os dois detidos. A comunidade de Grão-Pará permanece em alerta, enquanto organizações de proteção à criança reforçam a importância da denúncia em casos de violência sexual contra menores.
