Mulher foragida é presa por torturar enteados durante seis anos em Campinas
Mulher presa por torturar enteados durante seis anos em Campinas

Mulher foragida é presa por torturar enteados durante seis anos em Campinas

Policiais militares do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) efetuaram a prisão, nesta sexta-feira (13), de uma mulher que estava foragida da justiça. A detida, identificada como Aline Fonseca de Castilho, é acusada de torturar os três enteados durante um período de seis anos. Os crimes ocorreram na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, e envolviam violência tanto física quanto psicológica.

Pai das crianças já estava preso desde fevereiro

O pai das vítimas, Marcelo Melo Dias, de 40 anos, já havia sido preso no início do mês de fevereiro em Araruama, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A investigação, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), comprovou que o casal submeteu as crianças a um contexto contínuo e grave de violência doméstica ao longo de vários anos.

Uma das vítimas possui diagnóstico de transtorno do espectro autista, fato que, conforme os autos do processo, agravou significativamente a situação de vulnerabilidade da criança. As investigações reuniram uma série de elementos probatórios, incluindo:

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  • Relatos detalhados das próprias vítimas;
  • Registros médicos de lesões corporais;
  • Outras evidências que demonstraram a prática reiterada de agressões.

Crimes caracterizados como tortura

Os atos cometidos pelo casal incluíam agressões físicas, ameaças constantes, humilhações e punições desproporcionais. Este conjunto de ações foi caracterizado legalmente como o crime de tortura contra crianças, conforme previsto na legislação brasileira. A prisão da mulher marca um passo importante no andamento do caso, que chocou a região.

Aline Fonseca de Castilho será apresentada na Delegacia de Polícia de Mogi Mirim (SP), onde os procedimentos legais serão formalizados. Este caso ocorre em um momento em que as denúncias de violência contra crianças e adolescentes registraram um aumento preocupante de 30% no ano de 2024, segundo dados recentes, destacando a urgência de ações eficazes de proteção à infância.

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