Mulher é presa em Curvelo por sufocar bebê de 39 dias e confessar crime similar anterior
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, na quarta-feira (25), um mandado de prisão preventiva contra uma mulher de 21 anos, suspeita de matar a própria filha, uma bebê de apenas 39 dias de vida, por sufocamento, na cidade de Curvelo. A prisão ocorreu após avanços nas investigações, que inicialmente tratavam o caso como de causa indeterminada.
Detalhes do crime e investigação
No dia 24 de março deste ano, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar foram acionados para uma ocorrência de encontro de cadáver em uma residência do município. Com a instauração do inquérito pela PCMG, foram requisitados exames periciais e realizadas oitivas com familiares da vítima.
O laudo de necropsia foi determinante para o curso das investigações, ao apontar que a causa da morte foi asfixia mecânica. Em depoimento, a mulher confessou ter provocado a morte da filha durante a madrugada, afirmando ter usado um cobertor para cometer o crime.
Confissão de crime anterior e histórico de negligência
Ainda no mesmo relato, a mulher revelou ter praticado conduta idêntica no ano passado, resultando na morte de outro filho recém-nascido, fato que já é objeto de apuração em um inquérito policial distinto conduzido pela PCMG em Curvelo. Os levantamentos da polícia apontaram para um histórico de rejeição à maternidade e negligência acentuada nos cuidados com a vítima.
Além do crime em si, ao pedir a prisão, a polícia considerou a necessidade de proteger o terceiro filho da suspeita, que tem dois anos de idade. A investigada foi encaminhada ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.
Continuidade das investigações
A PCMG informou que as investigações continuam para a completa elucidação dos fatos e a conclusão dos procedimentos de polícia judiciária. A polícia reforçou o compromisso com a apuração minuciosa do caso, que chocou a comunidade local e levantou questões sobre violência doméstica e proteção infantil.
O caso destaca a importância de sistemas de apoio e vigilância para prevenir tragédias similares, especialmente em contextos de vulnerabilidade familiar. As autoridades seguem monitorando a situação para garantir que a justiça seja feita e que medidas preventivas sejam implementadas.



