Mulher de 34 anos é encontrada morta com sinais de agressão em casa na Zona Sul de SP
Mulher morta em casa na Zona Sul de SP; filha de 2 anos socorrida

Mulher é encontrada morta em residência na Zona Sul de São Paulo

Uma mulher de 34 anos foi localizada sem vida dentro de sua casa na manhã deste domingo, primeiro de dezembro, no bairro da Saúde, situado na Zona Sul da capital paulista. O caso, registrado no 16º Distrito Policial da Vila Mariana, chocou a comunidade local e acendeu alertas sobre a violência doméstica na região.

Filha de dois anos é socorrida com indícios de violência

A filha da vítima, uma menina de apenas dois anos de idade, também estava presente no imóvel no momento da descoberta. A criança foi encontrada sem roupa em seu berço, ao lado da cama, e apresentava sinais que levantaram suspeitas de violência sexual. Imediatamente, ela recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, conhecido como Samu, no local.

A menina foi encaminhada primeiramente para a Unidade de Pronto Atendimento da Vila Mariana e, posteriormente, transferida para o Hospital da Mulher. Atualmente, ela está sob os cuidados provisórios de um primo da mãe falecida, enquanto as autoridades avaliam seu estado de saúde. A Polícia Civil investiga a possibilidade de que a criança tenha permanecido aproximadamente dois dias sem alimentação adequada e sem os cuidados necessários, após o ocorrido.

Detalhes do crime e fuga do principal suspeito

De acordo com as informações policiais, a vítima, identificada como Nicole, foi encontrada nua e deitada em sua residência, com marcas visíveis de agressão no rosto e coberta por um lençol. O crime ocorreu na Rua Joaquim de Almeida, endereço onde mãe e filha residiam. O principal suspeito é o namorado da mulher, André de Lima Torres Pereira, também de 34 anos, que se encontra foragido desde o incidente.

A defesa do suspeito não pôde ser localizada pela reportagem para comentar o caso. A motocicleta pertencente à vítima havia desaparecido do local e foi posteriormente encontrada na casa da mãe de André, localizada em Diadema, na Grande São Paulo. Isso reforça as suspeitas sobre sua participação no crime.

Relato do pai da vítima revela histórico de conflitos

O pai da mulher falecida forneceu um depoimento detalhado à polícia, no qual descreveu o relacionamento da filha com o suspeito como conturbado e marcado por brigas frequentes. Na sexta-feira, dia 30 de novembro, ele testemunhou uma discussão mais intensa entre o casal e chegou a ameaçar acionar as autoridades.

No sábado, 31 de novembro, ao se dirigir à casa da filha, ele encontrou o imóvel trancado e não obteve resposta em tentativas de contato por mensagens ou ligações telefônicas. Preocupado com o silêncio incomum, ele decidiu chamar a Polícia Militar, que arrombou a porta e descobriu a cena trágica.

A porta dos fundos da residência estava aberta, e a polícia acredita que o autor possa ter fugido pelo quintal, pulando os muros das propriedades vizinhas. O pai da vítima relatou que, na quinta-feira anterior, 29 de novembro, André já havia invadido a casa, arrombado a porta e entrado pela janela do quarto, fugindo de maneira similar e se machucando ao pular o muro do vizinho.

Antecedentes criminais do suspeito reforçam gravidade

A investigação da Polícia Militar apurou que André possui um histórico preocupante de violência doméstica. Ele já foi acusado de agressões contra outras duas mulheres nos anos de 2023 e 2024, tendo sido preso em uma dessas ocasiões e sido alvo de medida protetiva. Além disso, a própria vítima deste caso havia registrado um boletim de ocorrência contra ele em outubro de 2025, após uma invasão semelhante à residência.

O pai da mulher afirmou em seu depoimento que o suspeito se aproveitava financeiramente dela e que, na noite de sexta-feira, ouviu gritos e discussões, mas acreditou que a situação tivesse se acalmado devido ao silêncio repentino que se seguiu.

Investigações em andamento e classificação do crime

O caso foi registrado, por enquanto, como feminicídio e violência doméstica, refletindo a natureza grave do crime. A Polícia Civil continua a investigar todos os aspectos do ocorrido, buscando esclarecer as circunstâncias exatas da morte e localizar o suspeito foragido.

Este triste episódio ressalta a importância de denúncias e intervenções precoces em situações de violência doméstica, especialmente quando há indícios de risco para as vítimas envolvidas.