Jovem filma própria morte por tiro do namorado em Jataí; julgamento ocorre
Mulher filma morte por tiro do namorado; julgamento em Jataí

O julgamento de Diego Fonseca Borges, acusado de matar a namorada, Ielly Gabriele Alves, com um tiro em 2023, teve continuidade nesta quinta-feira (4) em Jataí, cidade localizada no sudoeste do estado de Goiás. O caso, que chocou a região, ganhou dimensão ainda mais dramática porque a própria vítima registrou em vídeo os instantes que antecederam sua morte.

O crime filmado pela vítima

As imagens, encontradas no celular de Ielly, mostram um momento aparentemente descontraído entre o casal. Na gravação, a jovem de 23 anos filma Diego, então com 27, que segurava uma arma de fogo. Enquanto conversavam, o homem aponta a arma na direção da namorada e efetua um disparo. Imediatamente após ser atingida no tórax, Ielly cai e a gravação é interrompida.

Diego Fonseca Borges prestou socorro à vítima, levando-a ao Hospital das Clínicas da cidade. No entanto, os ferimentos foram fatais e a jovem não resistiu. A defesa do acusado, representada pela advogada Mirelle Gonsalez Maciel, mantém a tese de que o tiro foi acidental. Em nota ao g1, a defesa afirmou que, por respeito à família e porque o processo corre em segredo de justiça, não fornecerá detalhes do que será apresentado em plenário, mas reafirma a versão do acidente e que seu cliente agiu para salvar a namorada.

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As versões contraditórias do acusado

As investigações da Polícia Militar, contudo, revelaram uma série de inconsistências nas declarações de Diego. Inicialmente, ele teria dito aos militares que a companheira havia sido baleada por um homem em uma motocicleta. A mãe da vítima, Olesiane Alves da Silva, relatou que, após o crime, o acusado ligou para ela e inventou uma história sobre uma emboscada na qual Ielly teria sido atingida.

A polícia desconfiou da narrativa e o conduziu à delegacia. Foi durante a apreensão dos pertences que os investigadores encontraram o vídeo decisivo no aparelho celular de Ielly, que desmontava a versão da emboscada e colocava Diego como autor único do disparo.

Um relacionamento conturbado

Em depoimento, Olesiane contou que a filha se relacionava com Diego havia um ano e sete meses e que a relação era marcada por conflitos e idas e vindas. A mãe sabia que o jovem possuía uma arma, mas afirmou não ter certeza se Ielly tinha conhecimento de que ele a portava no dia do trágico episódio. Ela também disse que a filha não costumava falar muito sobre o relacionamento, mesmo quando a família tentava oferecer ajuda.

O caso segue em julgamento, com a Justiça goiana responsável por analisar as provas, incluindo o vídeo chocante, e as alegações de acidente apresentadas pela defesa, para então proferir uma sentença.

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