Mulher é detida após esfaquear ex-companheiro em Vitória e afirma ter agido em legítima defesa
Uma mulher foi detida na madrugada deste sábado (18) após esfaquear o ex-companheiro no bairro de Lourdes, em Vitória, Espírito Santo. Segundo relatos da Polícia Militar, a mulher declarou que agiu para se defender de agressões físicas que estava sofrendo na frente das duas filhas do casal, com idades de 3 e 6 anos. O incidente ocorreu por volta das 5h48, quando imagens registraram a mulher andando no meio da rua coberta de sangue e segurando um objeto nas mãos.
Detalhes do ocorrido e estado das vítimas
Testemunhas relataram que a mulher estava desnorteada, tremia e parecia em estado de choque após o episódio. Ela foi levada em uma ambulância para o hospital, mas não apresentava ferimentos aparentes. Em seu depoimento, a mulher contou que foi agredida pelo ex-companheiro e, em seguida, pegou a faca da mão dele para se defender. Ela também expressou aos policiais a crença de que teria matado o homem durante o confronto.
O ex-companheiro foi transportado por parentes para o Hospital São Lucas, onde deu entrada com várias facadas na região do pescoço. Ele permanece intubado e em estado de saúde considerado grave, ainda não tendo sido ouvido pelas autoridades. Durante a tarde, a mulher recebeu alta médica e foi encaminhada à Delegacia Regional de Vitória, onde está detida sob a acusação de tentativa de homicídio.
Investigações e versões conflitantes
O caso está sendo investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, conforme nota divulgada pela Polícia Civil. Para preservar a apuração, nenhuma informação adicional foi repassada. No início da noite, parentes do homem esfaqueado compareceram à delegacia para entregar a faca utilizada no crime. Eles se recusaram a gravar entrevista, mas alegaram que a mulher não agiu em legítima defesa, sugerindo uma versão diferente dos fatos.
Este incidente destaca a complexidade de casos de violência doméstica, onde alegações de defesa pessoal podem entrar em conflito com acusações criminais. As autoridades continuam a investigar as circunstâncias, incluindo o papel das testemunhas e o impacto psicológico nas crianças presentes durante o ocorrido.



