Um caso de violência doméstica chocou o bairro Coronel Antonino, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, nesta semana. Uma mulher foi levada à delegacia após agredir fisicamente o marido e ameaçá-lo com uma faca, em um episódio que envolveu resistência à ação policial e ameaças de morte.
Agressão inicial e relato da vítima
A Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de lesão corporal. Ao chegar ao local, os agentes encontraram a vítima, que apresentava um pequeno corte na cabeça. O homem relatou que a agressão ocorreu quando a esposa, em um surto de raiva, bateu sua cabeça contra a parede.
Inicialmente, ele demonstrou relutância em formalizar a queixa, afirmando que não pretendia registrar o caso. O homem pediu apenas apoio policial para retirar seus pertences da residência do casal, indicando um desejo de se afastar da situação sem maiores consequências legais.
Intervenção policial e apreensão da faca
Enquanto o homem recolhia seus objetos, a situação tomou um rumo mais grave. Um funcionário de um estabelecimento comercial próximo informou aos policiais que a mulher estava nas redondezas, portando uma faca e proferindo ameaças contra o marido.
A equipe policial seguiu imediatamente para o endereço indicado e localizou a suspeita. Ao perceber a chegada da viatura, a mulher tentou esconder a arma branca, mas foi rapidamente abordada. Durante a ação, ela negou ter cometido a agressão e resistiu aos agentes, sendo necessária a imobilização para garantir a segurança de todos. A faca foi apreendida como prova do ocorrido.
Ameaças dentro da viatura e mudança de decisão
O episódio ganhou contornos ainda mais sérios durante o transporte para a delegacia. Dentro da viatura policial, a mulher proferiu novas ameaças, declarando que mataria o marido por ter acionado a polícia. Diante dessa intimidação explícita e do medo de sofrer novas agressões, a vítima decidiu reconsiderar sua posição.
O homem optou por representar legalmente contra a esposa, buscando proteção através das medidas legais disponíveis. Essa mudança de atitude reflete o temor gerado pela escalada da violência e pelas ameaças diretas recebidas.
Registro na Depac Cepol e desfecho do caso
Os envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro Especializado de Polícia Integrada (Cepol), em Campo Grande. O delegado de polícia Maurício Moura Vargas determinou o registro formal da ocorrência e a lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), documentando todos os fatos.
Contudo, em uma reviravolta final, o registro policial aponta que a vítima, após reflexão, declarou não ter interesse em prosseguir com a representação contra a autora dos fatos. Esse desfecho, comum em casos de violência doméstica, muitas vezes decorre de fatores emocionais, dependência ou receio de retaliações, destacando a complexidade desse tipo de crime.
O caso serve como um alerta para a gravidade da violência no âmbito familiar e a importância da intervenção policial rápida para prevenir tragédias maiores. As autoridades continuam monitorando a situação para garantir a segurança de todos os envolvidos.