Mulher aciona botão do pânico e é morta a facadas pelo ex em Sorocaba
Mulher aciona botão do pânico e é morta pelo ex em Sorocaba

Mulher aciona dispositivo de emergência e é assassinada pelo ex-companheiro em Sorocaba

Uma mulher de 51 anos foi morta a facadas pelo ex-companheiro em Sorocaba, interior de São Paulo, mesmo após ter acionado o "botão do pânico" do programa municipal "Protege Mulher" minutos antes do crime. Maria Eugenia de França Chagas fez o pedido de socorro através do aplicativo às 22h05 da última segunda-feira (30), mas quando a primeira viatura da Guarda Civil Municipal (GCM) chegou ao local sete minutos depois, ela já estava gravemente ferida.

Resposta rápida não foi suficiente para evitar tragédia

Os guardas municipais encontraram a vítima caída na calçada da casa na Vila Zacarias, com múltiplos ferimentos de faca. Enquanto prestavam os primeiros socorros, a filha de Maria Eugenia, que presenciou o ataque, informou à central de operações que o agressor fugia de motocicleta. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas a mulher já não apresentava sinais vitais.

Suspeito foragido e histórico de monitoramento

O principal suspeito do feminicídio é Zito de Jesus Sardinha, de 46 anos, ex-companheiro da vítima que não aceitava o fim do relacionamento. Segundo informações da prefeitura, Maria Eugenia era monitorada pelo programa "Protege Mulher" desde 17 de março, e esta foi a primeira e única vez que precisou utilizar o dispositivo de emergência.

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"Viaturas da GCM realizaram buscas intensivas pela região, mas o suspeito não foi localizado e permanece foragido", confirmaram as autoridades. O caso foi registrado como feminicídio na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sorocaba.

Detalhes sobre a vítima e velório

Maria Eugenia de França Chagas, de 51 anos, deixa uma filha de 25 anos. Seu corpo foi velado na noite de terça-feira (31) no velório Ofebas, em Votorantim, cidade vizinha a Sorocaba. O sepultamento ocorreu na manhã de quarta-feira (1º) no Cemitério São João Batista, às 8h30.

Como funciona o programa Protege Mulher

O programa "Protege Mulher" é uma ferramenta utilizada pela Guarda Civil Municipal de Sorocaba para agilizar o atendimento a vítimas de violência doméstica que possuem medidas protetivas judiciais. Em 2024, o programa já atendeu 76 denúncias e resultou na prisão de 16 agressores na cidade.

O sistema funciona da seguinte maneira:

  1. Após obter uma medida protetiva na Justiça, a mulher pode se cadastrar no Centro de Referência da Mulher (Cerem)
  2. Ela recebe acesso ao aplicativo com botão de emergência
  3. Em caso de descumprimento da ordem de afastamento ou ameaça, pode acionar o botão no celular
  4. Um alerta com localização exata via GPS é enviado ao Centro de Controle Operacional Integrado (CCOI)
  5. A viatura mais próxima é imediatamente acionada

Para o funcionamento adequado, o celular precisa estar conectado à internet. O aplicativo também fornece aos agentes de segurança informações detalhadas sobre o agressor.

Como solicitar o cadastro no programa

Mulheres que desejam se cadastrar no "Protege Mulher" devem comparecer ao Centro de Referência da Mulher (Cerem) com:

  • Boletim de Ocorrência em mãos
  • Medida Protetiva expedida pela Justiça

O Cerem está localizado na Avenida Juscelino Kubitschek, 440, no Centro de Sorocaba, próximo à rodoviária. O atendimento ocorre de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (15) 3235-6770.

Este trágico caso evidencia os desafios no combate à violência doméstica, mesmo com a existência de tecnologias e programas específicos de proteção. A rápida resposta da Guarda Civil Municipal – que chegou em apenas sete minutos após o acionamento do botão de pânico – não foi suficiente para evitar o desfecho fatal, levantando questões sobre a eficácia dos mecanismos de proteção em situações de extrema violência.

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