Monitor de escola preso por abuso sexual infantil em Torres, Litoral Norte do RS
Um monitor de uma escola municipal de Torres, localizada no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, foi preso em flagrante nesta sexta-feira, dia 27, após ser descoberto armazenando conteúdos de abuso sexual infantojuvenil em seu celular. O homem, de 59 anos, já estava sob investigação por importunação sexual contra uma aluna de 9 anos na mesma instituição onde trabalhava, levantando graves preocupações sobre segurança nas escolas.
Investigação iniciada após denúncia da mãe da vítima
A investigação teve início na segunda-feira, dia 24, quando a mãe da menina procurou a direção da escola para relatar o suposto abuso. A instituição, tomando providências imediatas, acionou a Polícia Civil para apurar o caso. Conforme o boletim de ocorrência, a criança contou que machucou o pé e ficou sob os cuidados do monitor em uma sala isolada, onde ele teria cometido o suposto ato de abuso.
A menina relatou ter se assustado durante o incidente e que o funcionário pediu explicitamente para que ela não contasse a ninguém sobre o ocorrido, um comportamento típico em casos de violência sexual contra menores.
Busca e apreensão revelam material ilícito
Com base no relato da vítima, a Polícia Civil representou por um mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, que foi cumprido nesta sexta-feira. Durante a ação policial, o celular do monitor foi apreendido, e os agentes encontraram imagens explícitas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. O delegado Marcos Veloso, responsável pelo caso, destacou que a polícia está apurando se as vítimas das imagens são alunas da escola.
"A polícia não sabe, neste momento, se são crianças da escola. Isso agora vai ser apurado no inquérito", afirmou Veloso, enfatizando a necessidade de investigações mais profundas para identificar todas as possíveis vítimas e garantir justiça.
Suspeito responde a dois inquéritos e é afastado do cargo
O monitor agora responde a dois inquéritos distintos: um por importunação sexual, que originou a investigação inicial, e outro pelo flagrante de armazenamento de material ilícito de abuso sexual infantojuvenil. A polícia também solicitou a prisão preventiva do suspeito, que, em depoimento, optou por permanecer em silêncio, não fornecendo declarações sobre os crimes.
Em resposta ao caso, a prefeitura de Torres afastou o homem de suas funções imediatamente. A administração municipal foi procurada para comentários, mas ainda não se manifestou oficialmente sobre o incidente, deixando a comunidade local em alerta sobre a segurança nas instituições educacionais.
Como denunciar casos de abuso sexual infantil
Diante de casos como este, é crucial que a sociedade saiba como agir para proteger crianças e adolescentes. Denúncias de abuso sexual infantil podem ser feitas de forma anônima e segura através dos seguintes canais:
- Disque 100: Serviço nacional de denúncia de violações de direitos humanos, disponível 24 horas por dia.
- Polícia Civil: Procure a delegacia mais próxima para registrar um boletim de ocorrência e iniciar uma investigação formal.
- Conselho Tutelar: Entre em contato com o conselho tutelar local para relatar casos suspeitos e buscar apoio para as vítimas.
- Escolas e instituições: Notifique a direção da escola ou organização envolvida, que deve acionar as autoridades competentes imediatamente.
A rápida ação da mãe da vítima e da escola neste caso demonstra a importância da vigilância e da denúncia para combater a violência sexual contra menores, reforçando a necessidade de educação e conscientização sobre os direitos das crianças.



