Polícia Civil investiga desaparecimento de menina de 9 anos em disputa de guarda em Minas Gerais
Menina de 9 anos desaparece em MG em meio a disputa de guarda familiar

Polícia Civil investiga desaparecimento de menina de 9 anos em disputa de guarda em Minas Gerais

A Polícia Civil de Minas Gerais está apurando o desaparecimento de uma criança de nove anos na cidade de Bom Repouso, localizada na região Sul do estado. As investigações iniciais indicam que o caso pode estar diretamente relacionado a uma disputa envolvendo questões de guarda e convivência familiar, com possíveis repercussões na esfera cível.

Paradeiro da criança é conhecido pelas autoridades

Na manhã desta terça-feira (14), a corporação policial informou que tem conhecimento do paradeiro da menina. Segundo as apurações, a criança estaria atualmente em Belo Horizonte, na companhia do pai biológico. A Polícia Civil ressalta que, até o momento, não há indícios de risco iminente para a integridade física ou psicológica da menor.

Um procedimento preliminar foi instaurado para a apuração inicial dos fatos, com as partes envolvidas já sendo ouvidas pelos investigadores. A corporação mantém contato direto tanto com os familiares quanto com o Ministério Público, que acompanha o caso de perto. Novas diligências estão previstas para os próximos dias, visando o esclarecimento completo da ocorrência.

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Relato da mãe revela detalhes do desaparecimento

O desaparecimento foi registrado pela mãe da criança, a funcionária pública Erika Gomes. Ela relatou à polícia que saiu rapidamente de casa para ir a um supermercado localizado na rua de cima de sua residência, deixando a filha sozinha por um curto período, enquanto a menina brincava com um tablet.

Ao retornar, Erika não encontrou mais a criança no local. Imagens de câmeras de segurança de um vizinho mostraram a menina na companhia do marido da ex-sogra da mãe. Imediatamente, Erika entrou em contato com a ex-sogra, que teria afirmado que a criança seria devolvida em breve.

No entanto, a situação tomou um rumo diferente quando a mãe foi bloqueada em todos os canais de comunicação, perdendo completamente o contato com os familiares do lado paterno. Desde então, ela afirma não ter tido mais notícias diretas da filha, recebendo informações apenas através de terceiros.

Histórico de conflitos familiares e medidas protetivas

A mãe possui duas medidas protetivas contra o ex-marido, evidenciando um histórico de conflitos na dinâmica familiar. Um dia após o desaparecimento da criança, ocorrido na última sexta-feira, o Ministério Público decidiu pela suspensão provisória do direito de visitas do genitor, até que os fatos fossem completamente esclarecidos.

Esta decisão levou em consideração um episódio anterior ocorrido em dezembro do ano passado, quando a criança também teria sido levada pelo lado paterno, deixando a mãe uma semana inteira sem qualquer notícia sobre o paradeiro da filha.

Contatos bloqueados e promessas não cumpridas

Em seu relato à polícia, Erika Gomes detalhou as tentativas frustradas de comunicação. "No primeiro momento a gente só vai, você sabe que isso é ilegal, né? Vocês abandonaram a menina. E eu só vou passear com ela, bem irônica assim, só vou passear com ela e já tô te devolvendo, tá bom? E nunca mais devolveu, bloqueou todos os nossos contatos, não tenho notícia dela, não sei se ela tá bem", desabafou a mãe.

Ela ainda complementou: "Aonde ela está, não sei de nada. Fui informada por colegas, amigos, parentes que ela possivelmente estaria com o pai, porque ele entrou em contato através do WhatsApp e falou que ela estava com os avós, não falou que estava com ele, mas falou que estariam com os avós e que não devolveria mais, estaria entrando na justiça".

Busca e apreensão pode ser determinada

A reportagem conversou com a advogada de Erika Gomes, que revelou a existência de um parecer favorável do Ministério Público para a determinação de busca e apreensão da criança. Este instrumento legal poderá ser acionado caso as investigações confirmem a necessidade de intervenção mais direta para garantir o bem-estar da menina.

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A Polícia Civil reforçou que as investigações continuam em andamento, com todas as partes sendo ouvidas e as evidências sendo cuidadosamente analisadas. O caso segue sendo tratado com prioridade, dada a natureza sensível envolvendo uma criança e questões familiares complexas.