Mãe de estudante morde vice-diretora e arranca pedaço de pele em escola do Paraná
Uma discussão sobre a falta de uniforme escolar terminou com uma mãe de aluno mordendo violentamente a vice-diretora de um colégio estadual em Andirá, no norte do Paraná. O caso, que chocou a comunidade local, resultou em ferimentos graves na educadora, que teve um pedaço da pele arrancado durante o ataque.
Detalhes do ataque violento na escola
Segundo informações do delegado Denner dos Santos Roque, da Polícia Civil do Paraná, o incidente ocorreu na quarta-feira (18), quando a mulher de 38 anos foi chamada à escola para discutir a situação do uniforme do filho. A equipe pedagógica tentou explicar que o estudante estava autorizado a frequentar as aulas com outras roupas temporariamente, enquanto aguardava a entrega do uniforme no tamanho adequado.
"[A equipe pedagógica] tentou explicar para ela a questão do uniforme, que era fornecido até um certo tamanho e que o tamanho maior deveria ser solicitado, que já havia sido feita essa solicitação. Pelo que consta, já tinha sido até mostrado a ela uma planilha constando o pedido", explicou o delegado, com base nos depoimentos colhidos.
Sequência de agressões e fuga da suspeita
Durante a conversa, conforme relatou o delegado Roque, a mulher se exaltou e iniciou uma série de agressões contra a equipe pedagógica. Além da vice-diretora, uma pedagoga também foi agredida com socos, e uma professora foi atingida no rosto com um capacete.
"Em determinado momento, deu uma capacetada no rosto de uma das vítimas e partiu para agressão. Depois, deu uma mordida no braço da diretora, que arrancou um pedaço de pele", afirmou o delegado detalhando a violência do ataque.
Após as agressões, a suspeita fugiu do local. A polícia realizou buscas em endereços ligados a ela, mas apenas na quinta-feira (19) a mulher compareceu espontaneamente à delegacia para prestar depoimento.
Investigação e medidas legais
O caso permanece em investigação pela Polícia Civil, e o depoimento formal da vítima foi agendado para esta semana. A mulher não foi presa em flagrante, mas deverá responder judicialmente pelos crimes de:
- Lesão corporal
- Injúria
- Desacato
- Vias de fato
Posicionamento da Secretaria de Educação
A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) emitiu nota informando que acompanha o caso de perto. A pasta reforçou que situações de violência no ambiente escolar são tratadas com prioridade máxima para garantir a segurança de toda a comunidade educacional.
Além disso, a Seed-PR informou que será solicitada uma medida protetiva para as vítimas do ataque, visando prevenir novas agressões e garantir a integridade física das profissionais de educação envolvidas.
Impacto na comunidade escolar
O incidente trouxe à tona preocupações sobre a segurança no ambiente educacional e a necessidade de mediação eficaz em conflitos entre famílias e instituições de ensino. Casos como este destacam os desafios enfrentados por profissionais da educação no exercício de suas funções e a importância de protocolos de segurança adequados.
A violência ocorrida em Andirá serve como alerta para a necessidade de diálogo construtivo entre escolas e famílias, especialmente em situações que envolvem questões disciplinares ou administrativas. A comunidade local aguarda o desfecho das investigações e as medidas que serão tomadas para prevenir episódios similares no futuro.



