Um caso de extrema violência chocou o município de Itaporanga D'Ajuda, em Sergipe, resultando na prisão da mãe e do padrasto de um bebê de apenas um ano e dois meses. Os suspeitos confessaram as agressões que culminaram na morte da criança, identificada como Breno Gabriel Santos Alves.
Detalhes do crime e prisão dos suspeitos
As prisões ocorreram no sábado, dia 10 de agosto. A tragédia veio à tona na sexta-feira anterior (9), quando a criança foi encontrada sem vida. Inicialmente, durante o primeiro atendimento, não foram identificadas lesões externas evidentes, com exceção de algumas escoriações no rosto do menino.
No entanto, a verdadeira dimensão da brutalidade só foi revelada após o exame necroscópico realizado no Instituto Médico Legal (IML). O laudo pericial constatou marcas de unhas no pescoço da vítima e, mais grave, o rompimento do fígado. A conclusão dos peritos foi de que a causa da morte foi uma lesão hepática provocada por ação contundente, associada à asfixia mecânica por esganamento.
Confissão e motivação das agressões
De acordo com a Polícia Civil, a mãe da criança foi abordada por policiais quando comparecia ao IML para a liberação do corpo do filho. Na ocasião, ela acabou confessando sua participação no crime, cometido em conjunto com seu companheiro, o padrasto da vítima.
Em seu depoimento, a mulher relatou que presenciou o filho ser espancado pelo padrasto. Ela afirmou que as agressões foram motivadas pela intolerância do homem ao choro da criança. Ambos os suspeitos permaneceram na Delegacia de Itaporanga D'Ajuda durante a noite de sexta e a madrugada de sábado, onde prestaram depoimentos gravados e confirmaram a prática do crime.
Investigações em andamento
O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Sergipe, que agora apura minuciosamente todas as circunstâncias do homicídio. Os investigadores trabalham para determinar com precisão a responsabilidade individual de cada um dos envolvidos na morte do bebê Breno Gabriel.
A prisão do casal representa um passo crucial no processo, mas as autoridades destacam que o trabalho continua para consolidar as provas e garantir que a justiça seja feita. O crime, de uma crueldade incompreensível, deixou a comunidade local em estado de luto e indignação.