Mãe de bebê morta com 15 dias em Alagoas é solta e responderá em liberdade
Mãe de bebê morta em Alagoas é solta e responderá em liberdade

Mãe acusada de matar bebê de 15 dias é solta em Alagoas

A mãe da bebê Ana Beatriz Silva de Oliveira, morta com apenas 15 dias de vida no município de Novo Lino, no interior de Alagoas, foi solta na última sexta-feira, 27 de setembro, e irá responder pela morte da filha em liberdade. A recém-nascida faleceu por asfixia, em um caso que chocou o estado e ganhou repercussão nacional.

Detalhes do caso e confissão

Eduarda Silva de Oliveira, de 22 anos, foi presa em abril de 2025 e inicialmente precisou ficar afastada das outras detentas por questões de segurança. A informação sobre sua soltura foi confirmada ao g1 nesta quarta-feira, 1º de outubro, por um dos advogados que faz sua defesa. A Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) também validou a liberação.

Em maio de 2025, Eduarda foi indiciada pela Polícia Civil pela morte da filha. Ela confessou o assassinato e responde pelos crimes de:

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  • Homicídio qualificado
  • Ocultação de cadáver
  • Comunicação falsa de crime

O caso mobilizou as forças de segurança de Alagoas e Pernambuco após a mãe relatar inicialmente um suposto sequestro da criança. Dias depois, a bebê foi encontrada morta dentro de um armário no quintal da casa da família.

Falso sequestro e versões contraditórias

Em 11 de abril de 2025, Eduarda procurou a polícia para denunciar que a filha havia sido sequestrada por três homens e uma mulher em um ponto de ônibus no povoado Novo Eusébio. Ana Beatriz era a filha caçula do casal Eduarda e Jaelson da Silva Souza, que têm outro filho. Na época do nascimento, Jaelson estava viajando a trabalho e só viu a filha por vídeo e foto.

Um suspeito chegou a ser preso, e seu carro foi apreendido, mas ambos foram liberados após o assassinato ser elucidado. Em 14 de abril, os delegados informaram que Eduarda apresentou cinco versões diferentes, incluindo o sequestro e outra em que afirmou ter sido vítima de invasão e estupro.

Achado do corpo e detalhes da confissão

No mesmo dia em que a polícia falou sobre as versões, o corpo de Ana Beatriz foi encontrado no quintal da casa. O cadáver estava enrolado em um saco plástico dentro de um armário, junto a materiais de limpeza. Após a prisão, Eduarda confessou à polícia que matou a bebê asfixiando-a com uma almofada da sala.

"Ela ficou chorando um pouquinho. Levei-a para o sofá e a sufoquei com a almofada da sala. Eu a coloquei no sofá, peguei a almofada e a coloquei no rosto da filha. Foi a almofada e o lençol", disse Eduarda em depoimento. Ela ainda contou que amamentou a filha antes do crime e detalhou como escondeu o corpo: "Eu não consegui dormir, fiquei perambulando pela casa, fui até a porta, voltei e fui ao armário, achando que ela poderia estar viva, mas ela não estava. Eu a deixei lá".

Depressão pós-parto e decisão judicial

À época do crime, a defesa de Eduarda afirmou que ela sofria de depressão pós-parto, um transtorno emocional que ocorre logo após o parto e dura cerca de duas semanas. Apesar disso, a Justiça de Alagoas decidiu, em 16 de abril de 2025, manter sua prisão durante uma audiência de custódia no Fórum do Barro Duro, em Maceió. A decisão também determinou que, enquanto presa, a mãe deveria passar por tratamento psiquiátrico.

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) foi contatado para esclarecer a decisão de soltura, mas informou que, como o processo corre em segredo de justiça, as informações não podem ser repassadas. Eduarda agora responderá ao processo em liberdade, enquanto a comunidade e a justiça acompanham os desdobramentos deste trágico caso.

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