Mãe alertou filha sobre risco de morte pelo ex-marido, mas ela nunca acreditou
Mãe alertou filha sobre risco de morte pelo ex-marido (09.04.2026)

Tragédia em Patrocínio Paulista: ex-marido é preso por feminicídio após crime brutal

Um caso de violência doméstica com desfecho trágico chocou a cidade de Patrocínio Paulista, no interior de São Paulo. Lauany de Souza Osório, de apenas 27 anos, foi assassinada pelo ex-marido, Lucas Ferreira, de 32 anos, no domingo de Páscoa (5). O crime ocorreu mesmo com a existência de uma medida protetiva concedida à vítima duas semanas antes do ocorrido.

Detalhes do crime e prisão do suspeito

Lucas Ferreira, que trabalhava como auxiliar de serviços gerais, foi preso na terça-feira (7) após se entregar à polícia em Franca (SP). Ele é acusado de desferir pelo menos dez facadas contra a ex-esposa. Contra o suspeito, havia um mandado de prisão preventiva por feminicídio, evidenciando a gravidade das acusações.

O casal havia vivido junto por sete anos, mas estava separado há algum tempo. Familiares relatam que o relacionamento sempre foi marcado por ameaças e agressões. Recentemente, Lauany descobriu uma traição do marido e decidiu pedir o divórcio, mudando-se para a casa dos pais na zona rural de Patrocínio Paulista com a filha do casal.

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O último alerta da mãe e a tentativa desesperada de ajuda

Rosângela de Souza, mãe de Lauany, revelou à imprensa que alertava a filha constantemente sobre o perigo representado pelo ex-genro. "Eu avisava para ela 'ele vai te matar, ele vai te matar' e ela não acreditava, nunca acreditava", desabafou a mãe em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo.

No dia do crime, a família celebrava a Páscoa quando Lauany anunciou que precisava ir à cidade. Segundo testemunhas, o encontro entre o casal ocorreu no bairro João Lopes Sobrinho por volta das 16h, onde começaram a discutir. Em um momento de desespero, Lauany bateu na porta de uma residência para pedir água e alertar que estava sendo ameaçada pelo ex-marido.

Tainá Nascimento, atendente de restaurante que testemunhou parte do ocorrido, relatou: "Ela pediu um copo de água. A dona da casa foi lá dentro na cozinha, pegou a água e ela falou que era para chamar a polícia para ela, porque ele estava sendo agressivo e tinha medida protetiva".

Medida protetiva que não foi suficiente

A medida protetiva obtida por Lauany duas semanas antes de sua morte incluía proteção para ela mesma, para a filha do casal e para o pai. Todos já haviam sido ameaçados por Lucas em ocasiões anteriores, demonstrando um padrão de comportamento violento.

Rosângela lamenta que a proteção legal não tenha sido eficaz: "Fez protetiva, mas não adiantou". A família agora vela a vítima sob escolta da Polícia Militar, temendo novas retaliações.

O caso reforça a discussão sobre a efetividade das medidas de proteção em situações de violência doméstica e a importância de sistemas de apoio mais robustos para vítimas em risco iminente.

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