A juíza Mariana Francisco Ferreira, natural de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, faleceu na quarta-feira (6) devido a complicações decorrentes de um procedimento de reprodução assistida realizado em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. A magistrada, que sonhava com a carreira desde a adolescência, tinha 33 anos.
Trajetória profissional
Formada pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mariana iniciou a preparação para o concurso da magistratura em 2018, cinco anos antes da prova. Antes de se tornar juíza, atuou como advogada no Estado de São Paulo. Sua carreira na magistratura começou em 2023, com passagens pela 1ª Vara Regional de Garantias da Comarca de Porto Alegre, pelas 1ª e 2ª Varas Criminais de São Luiz Gonzaga e, mais recentemente, pela Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, no Rio Grande do Sul.
Reconhecimento e luto
Em razão de sua morte, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) decretou luto oficial de três dias. A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) emitiu nota de pesar, prestando condolências à família. O presidente da Ajuris, Daniel Neves Pereira, afirmou: “Mariana era uma colega muito querida, cheia de vida e de entusiasmo pela magistratura. Sua partida causa profunda consternação em todos nós.”
Circunstâncias do ocorrido
A morte da juíza foi registrada como suspeita e acidental, e está sob investigação policial. As autoridades buscam esclarecer se houve falhas no atendimento médico ou se o óbito decorreu de complicações inerentes ao procedimento. Segundo o boletim de ocorrência, Mariana passou por uma coleta de óvulos para fertilização in vitro em uma clínica de reprodução assistida na segunda-feira (4). Após receber alta por volta das 9h, retornou para casa, mas começou a passar mal poucas horas depois.
A juíza sentiu dores intensas e uma forte sensação de frio. Socorrida pela mãe, foi levada de volta à clínica por volta das 11h. No local, Mariana relatou inicialmente que acreditava ter urinado na roupa, mas a equipe médica constatou que se tratava de uma hemorragia vaginal. O médico responsável realizou os primeiros atendimentos e fez uma sutura para conter o sangramento. Em seguida, ela foi encaminhada à Maternidade Mogi Mater, onde deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na terça-feira (5), passou por uma cirurgia, mas o quadro clínico se agravou, com paradas cardiorrespiratórias que levaram ao óbito.



