Coração Acelerado: A Força do Sertanejo na Televisão Aberta
A TV Globo decidiu levar o universo sertanejo para a televisão aberta com a novela das 7, Coração Acelerado. Após o sucesso de Rensga Hits! no Globoplay, a emissora investe no gênero musical que, segundo os atores do folhetim, nunca perdeu sua relevância.
O Sertanejo Como Fenômeno Cultural
Letícia Spiller, intérprete de Janete na trama, celebra a ascensão das mulheres no sertanejo, conhecido como feminejo. "Fico feliz de ver as mulheres ascendendo na música sertaneja, porque sempre foi um ambiente muito masculino", afirma a atriz, destacando a evolução do estilo.
Leandra Leal, que vive a vilã Zilá, ressalta a importância histórica do ritmo. "O sertanejo é um dos gêneros constituintes do Brasil. O que acontece é que ele tem várias ramificações, e algumas ficam mais em alta do que outras. Mas nunca saiu de moda", explica, enfatizando sua diversidade.
Influências da Internet e da Sociedade
Daniel de Oliveira, intérprete de Alaorzinho, atribui a mudança no consumo musical ao avanço da internet. "Hoje é tudo muito mais aberto. Cada um encontra sua própria moda, seu próprio ritmo. As pessoas escutam de tudo, no mundo inteiro", reflete, apontando para a globalização da cultura.
Gabz, que interpreta Eduarda, conecta a força do sertanejo à estrutura social brasileira. "Ele representa uma parte muito grande do Brasil. A gente precisa olhar para além da superfície: para a galera do campo, da roça, de Goiás, inclusive a urbana. É um universo vasto, que ainda está se construindo", observa, destacando sua profundidade cultural.
Uma Estratégia Narrativa Inovadora
A novela, criada por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, explora o sertanejo não apenas como trilha sonora, mas como elemento central da trama. Com protagonistas como Isadora Cruz, Coração Acelerado promete mergulhar no ritmo que continua a conquistar corações em todo o país.
Os atores reforçam que, longe de precisar ser "reaquecido", o sertanejo mantém sua vitalidade, adaptando-se às novas tendências enquanto preserva suas raízes. Essa abordagem reflete uma estratégia narrativa que valoriza a música como parte integrante da identidade brasileira.