Idoso de 81 anos é preso por importunação sexual em Campinápolis, Mato Grosso
Idoso de 81 anos preso por importunação sexual em Campinápolis

Idoso de 81 anos é preso em flagrante por importunação sexual em Campinápolis

Um idoso de 81 anos foi preso em flagrante na manhã desta quarta-feira (25), suspeito de importunação sexual e ato obsceno, na cidade de Campinápolis, localizada a 513 quilômetros de Cuiabá, capital de Mato Grosso. O caso veio à tona após três mulheres realizarem denúncias em ocasiões distintas, relatando comportamentos inadequados por parte do suspeito.

Denúncia inicial e ação policial

Segundo informações da Polícia Militar, uma das vítimas, uma mulher de 35 anos, contou que caminhava nas proximidades da Avenida Flávio Ferreira quando avistou o suspeito expondo o órgão genital e se masturbando em sua direção. Ao perceber a situação, a mulher gritou que acionaria a polícia, o que fez com que o homem fugisse do local imediatamente.

Com base nas características físicas fornecidas pela vítima, os militares reforçaram o policiamento na região e conseguiram localizar o suspeito dentro de um mercado. A abordagem foi realizada de forma rápida e eficiente, resultando na prisão em flagrante do indivíduo.

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Outras denúncias surgem durante a abordagem

Durante a ação policial, uma segunda mulher, de 48 anos, se aproximou e afirmou que o idoso teria importunado sexualmente a filha dela em uma ocasião anterior. Pouco depois, uma terceira mulher, de 30 anos, também relatou que sua filha foi vítima de assédio sexual por parte do mesmo suspeito. As idades das vítimas menores não foram divulgadas pelas autoridades.

O suspeito, por sua vez, negou todas as acusações feitas contra ele. Apesar da negativa, o caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve apurar os detalhes e coletar mais evidências para encaminhar o processo à Justiça.

Ferramentas de apoio às vítimas de violência

Em meio a casos como este, é importante destacar as ferramentas disponíveis para auxiliar vítimas de violência, especialmente no estado de Mato Grosso. O aplicativo 'SOS Mulher MT' foi criado como uma alternativa para ajudar mulheres em situação de vulnerabilidade.

O aplicativo conta com um botão do pânico que permite à vítima fazer um pedido de socorro imediato quando o agressor descumpre uma medida protetiva. Atualmente, essa funcionalidade está disponível nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis. Nos demais municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para outras funções, como:

  • Direcionamento à medida protetiva online
  • Telefones de emergência
  • Endereços das Delegacias da Mulher
  • Plantão 24 horas
  • Denúncias sobre violência doméstica
  • Acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências

Lei Maria da Penha e medidas protetivas

A Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006, tem como objetivo criar mecanismos para prevenir e impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a legislação, a violência doméstica envolve qualquer ação baseada no gênero, ou seja, quando a mulher sofre algum tipo de agressão apenas pelo fato de ser mulher.

O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode se manifestar de diferentes formas:

  1. Violência física: ações que ofendem a integridade ou saúde corporal, como espancamentos, estrangulamento ou cortes.
  2. Violência psicológica: danos emocionais que prejudicam o desenvolvimento, como ameaças, humilhação ou isolamento.
  3. Violência sexual: obrigar a vítima a participar de relação sexual não desejada, incluindo estupro ou forçar a prostituição.
  4. Violência patrimonial: retenção ou destruição de objetos, documentos ou bens da vítima, como controle do dinheiro ou destruição de documentos.
  5. Violência moral: calúnia, difamação ou injúria, como acusar a mulher de traição ou expor sua vida íntima.

As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas em situação de risco. Elas podem ser voltadas para o agressor, impedindo que ele se aproxime da vítima, ou para a vítima, garantindo sua segurança e a proteção de seus bens e família.

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Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica pode solicitar uma medida protetiva, independentemente do tipo de ameaça. A solicitação pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública, sem a necessidade de estar acompanhada por um advogado.