Homem é preso em Cuiabá por estuprar e agredir ex-companheira durante horas
Um homem de 25 anos foi preso nesta quarta-feira (25) em Cuiabá, suspeito de cometer estupro e agressões graves contra sua ex-companheira, de 36 anos. O crime violento ocorreu no dia 11 de março, conforme as investigações da Polícia Civil de Mato Grosso, e resultou na prisão preventiva do acusado, autorizada pela Justiça.
Detalhes do crime brutal
Segundo as autoridades policiais, no dia do crime, o suspeito iniciou uma discussão com a vítima por ciúmes e, em seguida, passou a agredi-la com socos, chutes e um pedaço de madeira, causando diversas lesões corporais. Durante as agressões físicas, ele também proferiu ameaças e ofensas verbais contra a mulher.
Em um momento ainda mais grave, a vítima foi levada para um quarto, onde, de acordo com as investigações, o homem continuou as agressões e cometeu violência sexual. Os ataques duraram várias horas, criando um cenário de terror para a mulher.
Fuga e prisão do suspeito
Em determinado momento, o agressor saiu da residência, o que permitiu que a vítima conseguisse fugir por uma área de mata até conseguir sair do local. Após escapar, ela procurou familiares e relatou todo o ocorrido, buscando apoio e justiça.
Diante da gravidade extrema do caso, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito, que foi prontamente autorizada pela Justiça. A prisão foi cumprida nesta quarta-feira (25) pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá (DEDM), na zona rural da capital, especificamente na região da Lagoa Azul, em uma área de chácaras, após diligências intensivas da equipe policial.
Recursos de apoio às vítimas
Em meio a esse caso alarmante, é fundamental destacar os recursos disponíveis para ajudar vítimas de violência doméstica em Mato Grosso. O aplicativo 'SOS Mulher MT' é uma das alternativas criadas para esse fim, contando com um botão do pânico virtual que permite pedidos de socorro quando o agressor descumpre medidas protetivas.
Atualmente, o Botão do Pânico está disponível nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis. Nos demais municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para outras funções essenciais, como:
- Direcionamento à medida protetiva online
- Telefones de emergência
- Endereços das Delegacias da Mulher
- Plantão 24 horas
- Denúncias sobre violência doméstica
- Acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências
Lei Maria da Penha e medidas protetivas
A Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006, foi criada especificamente para prevenir e impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a legislação, a violência doméstica envolve qualquer ação baseada no gênero, ou seja, quando a mulher sofre algum tipo de violência apenas pelo fato de ser mulher.
O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode se manifestar de diversas formas:
- Violência física: ações que ofendem a integridade ou saúde corporal, como espancamentos, estrangulamento ou cortes.
- Violência psicológica: ações que causam dano emocional, diminuem a autoestima ou controlam comportamentos, como ameaças, humilhação ou isolamento.
- Violência sexual: ações que obrigam a vítima a manter ou participar de relação sexual não desejada, incluindo estupro.
- Violência patrimonial: ações que envolvem retenção ou destruição de objetos, documentos ou bens da vítima.
- Violência moral: ações que configuram calúnia, difamação ou injúria contra a mulher.
As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas em situação de risco, perigo ou vulnerabilidade. Existem dois tipos principais: as voltadas para o agressor, para impedir que ele se aproxime da vítima, e as voltadas para a vítima, para garantir sua segurança e a proteção de seus bens e família.
Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica e familiar pode solicitar medidas protetivas, independentemente do tipo de ameaça, lesão ou omissão. A solicitação pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública, sem a necessidade de estar acompanhada por um advogado.
O caso em Cuiabá segue em investigação pelas autoridades, que continuam apurando todos os detalhes desse crime grave contra os direitos das mulheres.



