Funcionários afastados após denúncias de abuso sexual em escola de Petrópolis
Funcionários afastados por suspeita de abuso em escola de Petrópolis

Funcionários são afastados após suspeita de abuso em instituição de ensino em Petrópolis

A Polícia Civil está conduzindo uma investigação minuciosa sobre denúncias de abuso sexual contra crianças em uma escola particular que possui convênio com o município de Petrópolis, localizada na Região Serrana do Rio de Janeiro. O caso foi formalmente registrado na 106ª Delegacia de Polícia, situada em Itaipava, e está sendo tratado sob segredo de Justiça, uma medida necessária por envolver diretamente menores de idade, garantindo a proteção e privacidade das vítimas.

Início das investigações e relatos das vítimas

De acordo com informações apuradas pela reportagem, a investigação teve início após uma criança relatar à sua família que um homem teria tocado sua região íntima dentro do ambiente escolar. Quando questionada mais detalhadamente, a menina identificou, por meio de fotografias, dois homens que possuem vínculos com a instituição de ensino. No dia do suposto ocorrido, a criança apresentou um comportamento considerado atípico e incomum, o que despertou a preocupação dos familiares e os levou a procurar a direção da escola para esclarecer a situação.

Após o atendimento inicial na unidade escolar, a família recebeu orientação para buscar o Conselho Tutelar e, posteriormente, registrar uma ocorrência formal na delegacia. Com a divulgação do primeiro relato, outras mães também se dirigiram ao órgão para comunicar situações semelhantes, envolvendo crianças com idades entre três e cinco anos, ampliando o escopo das investigações e a gravidade do caso.

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Afastamento preventivo e medidas de proteção

Diante das graves denúncias, integrantes da equipe administrativa e outras quatro funcionárias da escola foram afastados de forma cautelar enquanto os fatos são apurados pelas autoridades competentes. As crianças envolvidas estão recebendo acompanhamento especializado do Núcleo de Atendimento Psicológico Especializado (NAP), que é vinculado à Secretaria de Assistência Social do município, garantindo suporte emocional e psicológico durante este processo delicado.

O caso também está sendo monitorado de perto pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que tem a responsabilidade de fiscalizar e assegurar que todas as medidas de proteção às vítimas sejam implementadas de maneira adequada e eficaz. Renan Lima, conselheiro tutelar responsável pelo caso, destacou a importância da atuação imediata: "De imediato fizemos o afastamento do suposto abusador. E essa criança já foi acolhida, já foi ouvida pelo órgão competente", explicou, reforçando a colaboração com o Ministério Público desde o início das investigações.

Posicionamento da escola e da prefeitura

Em nota oficial, a direção da instituição de ensino informou que, até o momento, teve conhecimento de uma denúncia formal e que todas as providências previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foram rigorosamente adotadas. A escola afirmou que acompanhou a família ao Conselho Tutelar e à delegacia para a formalização do caso, além de ter afastado imediatamente os indivíduos citados nas denúncias e reforçado as medidas de segurança no ambiente escolar.

A Prefeitura de Petrópolis esclareceu que os alunos envolvidos e os funcionários denunciados não pertencem à rede municipal de ensino, mas ressaltou que está acompanhando a situação de perto, uma vez que se trata de uma instituição conveniada ao município. A Secretaria de Educação orientou a mantenedora da escola a realizar o afastamento cautelar dos profissionais mencionados, com o objetivo de preservar a integridade e a segurança do ambiente escolar durante o período das investigações.

Negativas dos investigados e andamento do caso

Segundo informações apuradas, os dois homens investigados negaram veementemente as acusações e afirmaram que as alegações são completamente improcedentes. Ambos declararam estar à disposição das autoridades e disseram colaborar plenamente com as investigações, expressando confiança de que os fatos serão devidamente esclarecidos e sua inocência comprovada.

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A Polícia Civil confirmou que os agentes estão realizando diligências e coletando provas para apurar todos os aspectos do caso. Devido à natureza sensível do processo, que envolve menores de idade, detalhes específicos da investigação não foram divulgados publicamente. O Conselho Tutelar continua acompanhando as famílias afetadas e já encaminhou o caso aos órgãos competentes da rede de proteção à infância e juventude, assegurando um atendimento integral e multidisciplinar.