Feminicida é capturado após atacar ex-companheira na frente do filho em Uberlândia
Feminicida capturado após ataque na frente do filho em Uberlândia

Feminicida é preso após ataque brutal na frente do filho em Uberlândia

Um vídeo divulgado pela Polícia Militar mostra o momento da captura de Marcelo Rodrigues Miranda, de 44 anos, acusado de cometer feminicídio contra a ex-companheira Ranielly Raissa Aparecida Silva, de 32 anos. O crime chocante ocorreu na última sexta-feira (13), no bairro Maravilha, em Uberlândia, Minas Gerais, e foi presenciado pelo filho do casal, um menino de apenas seis anos.

Confissão e motivação do crime

Em depoimento à Polícia Civil, Marcelo confessou ter atacado Ranielly com múltiplas facadas. Ele relatou que o crime foi motivado pela descoberta de que a ex-companheira estava se relacionando com outro homem, após ela alegar ter uma entrevista de emprego. O suspeito afirmou que se sentiu "abalado" pelas mensagens ofensivas enviadas por Ranielly, o que o levou a planejar o ataque fatal.

De acordo com os autos do flagrante, Marcelo pegou o carro do irmão sem autorização e foi até a residência da vítima acompanhado do filho. Após iniciar uma discussão, ele desferiu golpes com uma faca que havia retirado da casa da própria mãe. O homem declarou não saber quantos golpes aplicou, mas a perícia constatou ferimentos graves no pescoço, rosto e mãos de Ranielly.

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Fuga e prisão em flagrante

Após o crime, Marcelo fugiu com o filho e confessou o ocorrido para familiares. Ele abandonou o veículo próximo à casa de uma prima, descartou a arma do crime em local não informado e manifestou intenção de se entregar às autoridades. A prisão ocorreu na tarde de segunda-feira (16), quando o investigado tentou escapar pulando o muro de uma residência no bairro Tocantins.

O menino foi encontrado pela Polícia Civil aproximadamente 24 horas após o feminicídio, ileso mas profundamente abalado pela tragédia. Imagens de câmeras de segurança registraram toda a sequência do ataque, incluindo o momento em que Marcelo agride a vítima na calçada enquanto a criança observava a cena.

Histórico alarmante de violência

Investigadores descobriram que Marcelo Rodrigues acumulava pelo menos nove Boletins de Ocorrência por violência doméstica, incluindo o feminicídio. A maioria dessas ocorrências foi registrada no mesmo endereço onde ele matou Ranielly. O suspeito já havia sido condenado por um dos crimes e estava preso desde o ano passado, mas recebeu o direito de recorrer em liberdade pela Vara de Violência Doméstica e Família de Uberlândia.

Inacreditavelmente, Marcelo deixou o sistema prisional apenas nove dias antes de cometer o feminicídio. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública confirmou que ele tem cinco passagens pelo sistema prisional desde março de 2016, com antecedentes que incluem furto, roubo e porte ilegal de arma de fogo.

Depoimentos e consequências

A prima de Marcelo prestou depoimento como testemunha, relatando que o convidou para passar o sábado em sua casa porque ele estava abatido com o fim do relacionamento. Ela aconselhou o primo a superar o término, mas ele reclamava que Ranielly estaria zombando dele. No domingo (15), após ir à igreja pela manhã, Marcelo cometeu o crime e depois retornou à casa da prima para confessar o assassinato.

Ranielly Raissa deixa quatro filhos, com idades entre 5 e 12 anos, sendo que apenas o mais novo era filho também do investigado. A Defensoria Pública de Minas Gerais, que representa Marcelo no procedimento criminal, foi contatada pelo g1 mas ainda não se manifestou sobre o caso.

O investigado permanece preso no Presídio Professor Jacy de Assis e terá audiência de custódia marcada para esta quarta-feira (18). As imagens do momento da prisão continuam circulando nas redes sociais, gerando comoção e debates sobre a eficácia das medidas protetivas em casos de violência doméstica.

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