Feminicídios em Goiás sobem 6% em 2025; Maranhão condena homem a 12 anos por tentativa
Feminicídios em Goiás sobem 6% em 2025; condenação no MA

Feminicídios em Goiás registram aumento de 6% em 2025, com alta de quase 64% desde 2018

Os casos de feminicídio no estado de Goiás apresentaram um crescimento de 6% no ano de 2025, passando de 56 para 59 registros. Na comparação com o ano de 2018, o aumento é ainda mais alarmante, atingindo quase 64%, o que evidencia uma tendência preocupante de violência contra mulheres na região.

Condenação no Maranhão por tentativa de feminicídio

Em um caso separado, a Justiça do Maranhão condenou Miguel Borges de Pádua Neto a 12 anos de prisão por tentativa de feminicídio contra sua ex-companheira, Maria Aparecida dos Santos Rego. O crime ocorreu no dia 30 de março de 2024, no município de Loreto, localizado no sul do estado.

O julgamento foi realizado na última terça-feira, dia 3, mas o resultado só foi divulgado nesta sexta-feira, dia 6. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Maranhão, Miguel desferiu mais de dez golpes de facão na vítima, motivado pela não aceitação do fim do relacionamento.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Maria Aparecida sofreu graves ferimentos, incluindo perfurações no pulmão, na axila e no abdome, que a colocaram em risco de vida. Durante o processo, o promotor de Justiça Antônio Lisboa de Castro Viana Júnior argumentou que o crime se caracterizava como tentativa de feminicídio qualificado, destacando os seguintes agravantes:

  • Motivo fútil para o ataque
  • Uso de meio cruel durante a agressão
  • Recurso que dificultou a defesa da vítima

Os jurados acolheram integralmente a tese da acusação, resultando na condenação do réu. A sentença foi proferida pelo juiz Thiago Ferrare Pinto, que determinou o cumprimento da pena em regime fechado na Unidade Prisional de Balsas, também situada no sul do Maranhão.

Este caso reforça a importância da atuação do sistema de justiça no combate à violência de gênero, especialmente em crimes qualificados como feminicídio, que têm como base a condição de mulher da vítima.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar