Jovem de 24 anos é morta a facadas em Tramandaí; suspeito é companheiro
Feminicídio em Tramandaí: jovem morta por companheiro

Jovem de 24 anos é vítima de feminicídio em Tramandaí, no Litoral Norte do RS

Na madrugada de domingo, 25 de janeiro de 2026, uma tragédia chocou a cidade de Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. Leila Raquel Camargo Feltrin, uma jovem de apenas 24 anos, foi brutalmente assassinada após sofrer múltiplos golpes de faca e agressões por todo o corpo. O principal suspeito do crime é Wesley Samuel Schilling, de 25 anos, que era companheiro da vítima e tentou fugir do local, mas foi rapidamente detido pela Brigada Militar.

Detalhes do crime e prisão do suspeito

Segundo informações da Polícia Civil, os ferimentos mais graves de Leila se concentravam na região da cabeça, além de ela apresentar marcas de defesa nos braços, indicando uma luta desesperada pela vida. O casal residia juntos há aproximadamente quatro meses, e testemunhas relataram que eles discutiam com frequência. Na fatídica madrugada, a briga teria começado por volta das 4h, logo após o retorno de um encontro religioso. Wesley alegou aos policiais que o crime estava ligado a questões religiosas, mas seu relato foi considerado confuso e sem conexão pelas autoridades, deixando a motivação real sob investigação.

Após cometer o crime, o suspeito tentou escapar pelos telhados das casas vizinhas, mas acabou se ferindo durante a fuga e foi capturado pela Brigada Militar. Até o momento, a defesa de Wesley não foi localizada para comentar o caso.

Contexto alarmante: nono feminicídio no RS em janeiro de 2026

Este triste episódio marca o nono caso de feminicídio registrado no Rio Grande do Sul apenas em janeiro de 2026, destacando uma crise crescente de violência contra mulheres no estado. Leila deixa duas filhas pequenas, de 2 e 5 anos, que estavam dormindo na residência no momento do crime, agora órfãs e traumatizadas pela perda brutal da mãe.

Histórico de violência e falhas no sistema

De acordo com a polícia, Leila nunca havia registrado boletins de ocorrência formais contra Wesley, mas em uma ocasião anterior, ela acionou a Brigada Militar e, posteriormente, desistiu de formalizar a denúncia. Esse padrão é comum em casos de violência doméstica, onde as vítimas muitas vezes temem retaliações ou enfrentam barreiras emocionais para buscar ajuda. Além disso, o suspeito possui um antecedente criminal por ameaça contra uma ex-companheira, sugerindo um histórico de comportamento violento que não foi devidamente contido.

As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do crime, incluindo a motivação exata e possíveis falhas na proteção à vítima. A comunidade de Tramandaí e todo o estado estão em alerta, reforçando a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes no combate à violência de gênero.