Fazenda Rio Grande completa dois anos sem registrar casos de feminicídio
Pelo segundo ano consecutivo, o município de Fazenda Rio Grande, no Paraná, não registrou nenhum crime de feminicídio. Os dados consolidados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES), através do painel "Mulheres do Paraná", apontam zero casos em 2024 e zero em 2025, reforçando um indicador crucial de proteção à vida e de fortalecimento das políticas públicas voltadas para as mulheres na cidade.
Trabalho contínuo de prevenção e atuação integrada
O resultado positivo é atribuído a um trabalho contínuo de prevenção, conscientização e atuação integrada da rede municipal. As ações combinam orientação, presença territorial e encaminhamentos de apoio, demonstrando uma abordagem multifacetada no combate à violência de gênero.
Em 2025, o Núcleo da Mulher e o Grupamento Maria da Penha (GMP) contabilizaram 531 registros, além de 331 visitas do GMP e 200 ocorrências relacionadas à violência doméstica. Esses números evidenciam um monitoramento ativo e uma atuação preventiva, especialmente em áreas com maior demanda.
Presença nos bairros e atendimento direto à população
Entre as regiões com mais registros no período estão:
- Nações (121 ocorrências)
- Iguaçu (91 ocorrências)
- Eucaliptos (80 ocorrências)
- Estados (75 ocorrências)
- Santa Terezinha (70 ocorrências)
Esses dados orientam as estratégias de campo e a priorização de atendimentos e visitas, garantindo que os recursos sejam direcionados para onde são mais necessários.
Além do trabalho operacional, a Prefeitura tem ampliado ações de proximidade e orientação. O programa "Mulheres nos Bairros" somou 1.482 atendimentos ao longo do ano, com maior volume em fevereiro (548) e março (416), levando serviços e informações diretamente às comunidades.
Conscientização e capacitação como eixos permanentes
A agenda municipal também tem reforçado mobilizações e atividades educativas. No evento alusivo ao Dia da Mulher (08 de março), foram registrados 393 atendimentos, reunindo esforços da Secretaria da Mulher, Saúde e Trabalho, Emprego e Renda.
Outra frente estratégica é a qualificação de quem atua na ponta. Durante o Agosto Lilás, iniciativa voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher, houve formação de servidores com aproximadamente 800 participantes, ampliando a capacidade de acolhimento, identificação de risco e encaminhamento adequado na rede.
Rede ativa e orientação para denúncias
Mesmo com o avanço representado por dois anos sem feminicídio, os indicadores de registros e violência doméstica reforçam que o enfrentamento precisa ser permanente. A orientação é que vítimas e testemunhas denunciem e busquem ajuda pelos canais oficiais:
- Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)
- 193 (Guarda Municipal)
- 190 (Polícia Militar)
Esses canais garantem que as mulheres em situação de risco recebam o suporte necessário de forma rápida e eficaz, mantendo a rede de proteção ativa e vigilante.



