Ex-companheiro esfaqueia mulher e filha em Barra do Garças durante festa de aniversário
Ex-companheiro esfaqueia mulher e filha em festa de aniversário

Ex-companheiro esfaqueia mulher e filha durante festa de aniversário em Barra do Garças

Um homem de 33 anos foi preso nesta terça-feira (3) suspeito de ter esfaqueado sua ex-companheira, de 39 anos, e a filha dela, de 18 anos, em Barra do Garças, cidade localizada a 516 quilômetros de Cuiabá, capital de Mato Grosso. O crime violento ocorreu na noite de segunda-feira (2), no Centro da cidade, durante uma confraternização familiar que celebrava o aniversário da mãe das vítimas.

Motivação do crime e prisão do suspeito

Segundo informações do Tenente Coronel da Polícia Militar, Cleiton Viana de Moura, o suspeito, identificado como João Carlos de Lima Silva, teria cometido o ataque por não aceitar o fim do relacionamento com a ex-companheira. A polícia apreendeu a faca utilizada no crime e conduziu o homem até a delegacia, onde ele permanece custodiado. As autoridades ainda tentam localizar a defesa do acusado para os procedimentos legais.

Importante destacar que a vítima principal já havia registrado boletim de ocorrência por ameaças contra o ex-companheiro e solicitado medida protetiva judicial, o que demonstra um histórico de violência prévio. Ambas as mulheres atacadas seguem internadas em unidades de saúde, mas, conforme a polícia, não correm mais risco de vida após os atendimentos médicos.

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Detalhes do ataque violento

O suspeito teria ido até o local da festa mais cedo e tentado intimidar as pessoas que estavam na frente da residência. Como não obteve sucesso, ele foi embora, mas retornou horas depois armado com uma faca. Ao chegar, avançou diretamente contra a ex-companheira e sua filha, iniciando um ataque brutal.

Durante a confusão, o namorado da filha, que estava no local, pegou o bebê do casal, de apenas sete meses, e saiu correndo para protegê-lo. Ele caiu no chão com a criança, mas outra pessoa presente conseguiu rapidamente levar o bebê para dentro da casa, garantindo sua segurança.

O agressor ainda entrou em luta corporal com a ex-companheira, tentou invadir a residência e, após conseguir acesso ao imóvel, danificou móveis e eletrodomésticos antes de fugir em uma motocicleta de cor amarela. A polícia iniciou imediatamente as buscas, resultando na prisão do suspeito na terça-feira.

Recursos disponíveis para vítimas de violência doméstica

Em meio a este caso grave, é fundamental lembrar os recursos existentes para proteger mulheres em situação de violência. Em Mato Grosso, o aplicativo 'SOS Mulher MT' oferece um botão do pânico virtual que permite pedidos de socorro imediatos quando o agressor descumpre medidas protetivas.

Atualmente, esta funcionalidade está disponível nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis. Nos demais municípios do estado, a plataforma ainda pode ser acessada para outras funções essenciais, como:

  • Direcionamento para solicitação de medida protetiva online
  • Telefones de emergência e endereços das Delegacias da Mulher
  • Acesso ao plantão 24 horas e à Delegacia Virtual para registro de ocorrências
  • Informações sobre denúncias de violência doméstica

Lei Maria da Penha e medidas protetivas

A Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006, foi criada especificamente para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra mulheres. A legislação reconhece que esta violência pode se manifestar de diversas formas:

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  1. Violência física: ações que ofendem a integridade corporal, como espancamentos, estrangulamentos ou cortes
  2. Violência psicológica: danos emocionais através de ameaças, humilhação, manipulação ou perseguição
  3. Violência sexual: obrigar a vítima a relações sexuais não desejadas
  4. Violência patrimonial: retenção ou destruição de bens, documentos ou controle financeiro
  5. Violência moral: calúnia, difamação ou exposição da vida íntima

As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas em situação de risco, podendo ser direcionadas tanto para afastar o agressor quanto para garantir a segurança da vítima e de sua família. Qualquer mulher que esteja sofrendo violência doméstica pode solicitar estas medidas em delegacias, Ministérios Públicos ou Defensorias Públicas, sem necessidade de acompanhamento de advogado.