Estudante esfaqueada após recusar pedido de namoro recebe alta após 28 dias internada
Estudante esfaqueada após recusar namoro recebe alta hospitalar

Estudante esfaqueada após recusar pedido de namoro recebe alta após 28 dias internada

A jovem estudante Alana Anísio Rosa, de apenas 20 anos, finalmente recebeu alta hospitalar na manhã desta quarta-feira, após passar exatos 28 dias internada em estado grave. Alana foi vítima de um brutal ataque a facadas dentro da própria casa, localizada em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, após negar insistentemente os pedidos de namoro de um rapaz que conheceu na academia.

A saída do hospital foi marcada por forte emoção. Alana deixou a unidade de saúde em uma cadeira de rodas, ainda com os dois braços completamente enfaixados, sendo aplaudida pela dedicada equipe médica que a atendeu. Do lado de fora, um grupo de pessoas vestidas de branco aguardava sua saída, fazendo vibrantes apelos por justiça.

Marcas da violência e um "renascimento"

Um vídeo emocionante publicado pela mãe de Alana, Jaderluce Anísio de Oliveira, nas redes sociais, revela as profundas marcas de perfurações nos braços da jovem, região que foi a mais atingida durante o covarde ataque. A mãe descreveu o momento como o "renascimento do amor da minha vida".

"Foram dias intensos de espera e angústias, mas Deus nos deu a vitória", declarou Jaderluce, visivelmente aliviada. "Agora estou com o coração mais tranquilo. Só temos a agradecer porque vencemos esta etapa. Mas se inicia uma nova e crucial batalha: a batalha por justiça para a minha filha, por todas nós mulheres, para que possamos acabar de vez com essa tragédia do feminicídio".

Detalhes do crime e a prisão do suspeito

O principal suspeito do crime, identificado como Luiz Felipe Sampaio Cabral, já se encontra preso e responderá judicialmente por tentativa de feminicídio. A investigação apurou que o agressor e a vítima se conheceram em uma academia no ano passado. Desde dezembro de 2025, Luiz Felipe vinha insistindo em um relacionamento com Alana, que sempre recusou os convites, afirmando estar focada exclusivamente em seus estudos e não ter interesse em namorar.

A situação escalou tragicamente no dia 6 de fevereiro, quando o suspeito invadiu a residência onde Alana mora com a mãe e a atacou com uma faca. A maioria dos golpes atingiu a jovem na região dos braços, pescoço e rosto. Foi a própria mãe, Jaderluce, quem chegou em casa minutos após o ataque e encontrou a filha gravemente ferida, salvando sua vida.

"Se eu não tivesse chegado a tempo em casa, certamente encontraria minha filha morta", relatou a mãe, ainda abalada pela lembrança.

Longa recuperação e foco no futuro

Alana foi socorrida em estado considerado gravíssimo e precisou ser colocada em coma induzido por mais de uma semana para estabilizar seu quadro clínico. Durante o longo período de internação, ela também dependeu de aparelhos para auxiliar sua respiração.

Agora, com a alta hospitalar conquistada, a prioridade da jovem estudante será focar totalmente em sua recuperação física e emocional. Segundo sua mãe, Alana também planeja retomar e dar continuidade aos seus estudos assim que possível, demonstrando incrível resiliência.

EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE

Ao presenciar qualquer episódio de agressão contra mulheres, é fundamental agir imediatamente:

  • Ligue para o 190 (Polícia Militar) para denúncias em andamento.
  • Para casos de violência doméstica e familiar, disque 180 (Central de Atendimento à Mulher).
  • O Disque 100 recebe denúncias de violações aos direitos humanos.
  • Denúncias também podem ser feitas via aplicativo Direitos Humanos Brasil ou pela página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

É importante lembrar que a Lei Maria da Penha se aplica não apenas a agressões de parceiros ou ex-companheiros, mas também a violências cometidas por familiares. Vítimas têm um prazo de até seis meses para formalizar a denúncia.