Empresário é denunciado por homicídio após mulher cair do 10º andar em SP
Empresário denunciado por homicídio após queda de mulher em SP

Empresário é denunciado por homicídio após mulher cair do 10º andar em São Paulo

O Tribunal de Justiça de São Paulo tornou réu o empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, de 40 anos, sob a acusação de ter cometido homicídio contra sua esposa, Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos. O caso, que chocou a Vila de Andrade, na Zona Sul da capital paulista, ocorreu quando a vítima caiu do décimo andar do prédio onde o casal residia. Alex está preso preventivamente desde o dia 9 de fevereiro, aguardando julgamento sem data definida.

Ministério Público descarta suicídio e aponta homicídio

Para o Ministério Público, a morte de Maria Katiane foi resultado de um homicídio, e não de suicídio como alegado pela defesa. Em nota ao g1, os advogados de Alex afirmaram que vão "rechaçar toda a narrativa acusatória", argumentando que ela contraria os elementos periciais dos autos. A defesa prometeu apresentar uma resposta formal à acusação até a próxima quarta-feira, dia 18. Além disso, o advogado Eugenio Malavasi já ingressou com um habeas corpus pedindo a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares.

Câmeras de segurança capturam agressões antes da queda

Segundo a denúncia, Alex e Maria discutiram em uma festa no dia do incidente. As câmeras de segurança do edifício registraram imagens do empresário agredindo a esposa dentro do prédio. De acordo com o relatório policial, Maria tentou deixar o local, mas foi arrastada de volta ao apartamento por Alex, que a segurou pelo pescoço. Dois minutos depois, o empresário foi visto sentado no chão, com as mãos na cabeça, ao lado do elevador. A polícia aponta que a morte ocorreu exatamente nesse intervalo de tempo.

Versões conflitantes e testemunhas ouvidas

Em depoimento à polícia, Alex admitiu ter agredido Maria, afirmando que "perdeu a cabeça" e deu "uns tapas" nela. No entanto, negou veementemente tê-la matado, alegando que, após a discussão, a esposa foi à sacada e se jogou voluntariamente. Uma testemunha que mora no prédio relatou ter ouvido uma mulher gritar "não faz isso" e "socorro" momentos antes da queda. A mesma pessoa afirmou ter visto um homem ao lado do corpo dizendo: "Volta, amor, não vai embora".

Defesa argumenta com embriaguez e comportamento colaborativo

Na época da prisão, a defesa de Alex informou à Justiça que o acusado manteve uma "postura espontânea, colaborativa e transparente", detalhando toda a dinâmica dos fatos. Os advogados também sustentaram que Maria estava embriagada e teria se jogado da sacada por vontade própria. O caso continua sob investigação, com a expectativa de que novas provas e depoimentos esclareçam os detalhes trágicos deste incidente que envolve violência doméstica e um desfecho fatal.