Duas pessoas são presas por exploração sexual de adolescente em Manacapuru, no AM
Duas pessoas presas por exploração sexual de adolescente no AM

Duas pessoas são presas por exploração sexual de adolescente em Manacapuru, no AM

Duas pessoas foram presas em flagrante suspeitas de explorar sexualmente uma adolescente em Manacapuru, no interior do Amazonas. A prisão ocorreu durante uma ação integrada das polícias Civil e Militar, na noite de terça-feira (14), após uma denúncia anônima que alertava sobre o aliciamento de duas jovens, de 11 e 17 anos, em um estabelecimento flutuante na orla do Rio Solimões.

Detalhes do crime e prisão

Segundo as investigações da Polícia Civil, a criança de 11 anos era levada ao local contra a vontade e obrigada a manter relações com um homem de 65 anos, enquanto a irmã mais velha, de 21 anos, fazia o agenciamento. Em troca, a vítima recebia pequenas quantias em dinheiro e até alimentos. No dia do flagrante, ela teria recebido R$ 20 e dois litros de açaí pelo programa.

O comandante do Policiamento do Interior da PM, coronel Hildvaney Freitas, confirmou que as duas vítimas estavam no local indicado na denúncia e que a criança confirmou os abusos. Ela relatou ter permanecido cerca de 30 minutos em um quarto com o homem de 65 anos, enquanto a adolescente de 17 anos aguardava do lado de fora.

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Abordagem policial e prisões

Durante a abordagem, o suspeito recebeu uma ligação da irmã das vítimas. Um policial atendeu o telefone e se identificou, momento em que a mulher desligou. O homem foi preso imediatamente e levado à delegacia. Pouco depois, a irmã compareceu ao local e também foi detida.

A adolescente de 17 anos também é tratada, inicialmente, como vítima. De acordo com a polícia, há indícios de que tanto ela quanto a criança de 11 anos estavam submetidas à autoridade da irmã de 21 anos, que determinava as ações e fazia o agenciamento.

Histórico de violência e investigação contínua

A delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Manacapuru, revelou que a criança já havia sido resgatada em novembro de 2025 de uma situação de "casamento infantil" com um homem de 33 anos, com conivência do pai. Ambos foram presos na época. A mãe também apresentava conduta omissiva e tinha medida protetiva que a impedia de se aproximar da filha.

Após o resgate, a menina foi acolhida em uma unidade de proteção, mas há cerca de um mês passou a viver sob responsabilidade da irmã mais velha, período em que voltou a ser explorada. "Ela relatou que era levada sob ameaças, inclusive de retornar ao abrigo caso não obedecesse. No local, os abusos eram praticados enquanto a irmã organizava a situação", explicou a delegada.

Foco da investigação

A delegada ressaltou que a investigação seguirá com foco na possível existência de outras vítimas. "Já realizamos a apreensão dos aparelhos celulares dos envolvidos, justamente porque esses dispositivos podem trazer elementos importantes para identificação de outros participantes e também de outras crianças e adolescentes que possam estar sendo explorados", afirmou.

O caso chama a atenção para a necessidade de proteção contínua de crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade, especialmente após resgates anteriores. As autoridades reforçam a importância de denúncias anônimas para combater crimes de exploração sexual.

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