RS registra dois feminicídios em menos de 24 horas e chega a 27 casos em 2026
Dois feminicídios em menos de 24 horas no RS elevam casos para 27

RS registra dois feminicídios em menos de 24 horas e chega a 27 casos em 2026

O Rio Grande do Sul foi palco de dois trágicos feminicídios em um intervalo de menos de 24 horas, entre a noite de segunda-feira, 6 de janeiro, e a manhã de terça-feira, 7 de janeiro. Com esses novos casos, o estado lamentavelmente alcança a marca de 27 feminicídios registrados apenas no ano de 2026, evidenciando uma grave crise de violência contra as mulheres.

Crime em Novo Hamburgo: vítima de 43 anos

Em Novo Hamburgo, localizada no Vale do Sinos, o crime vitimou Veridiana de Barros Alves, uma mulher de 43 anos. Ela foi encontrada sem vida em uma residência no bairro Boa Saúde, no início da noite de segunda-feira. O autor do feminicídio, Rudinei Vieira da Silva, de 32 anos, compareceu voluntariamente à 3ª Delegacia de Polícia Civil de Novo Hamburgo na manhã de terça-feira e confessou ter assassinado sua companheira após uma intensa discussão.

De acordo com o delegado Alexandre Quintão, responsável pelas investigações, o suspeito relatou que o casal estava consumindo drogas quando o desentendimento começou. Em sua declaração, ele afirmou que os dois estavam brigando e que estrangulou a mulher com as próprias mãos. No entanto, a perícia técnica identificou uma perfuração causada por faca na região do pescoço da vítima, além dos evidentes sinais de esganadura, contradizendo parcialmente sua versão dos fatos.

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Rudinei Vieira da Silva foi autuado em flagrante pelo crime de feminicídio e será encaminhado ao sistema prisional. A Polícia Civil informou que o casal residia junto há aproximadamente um mês, um período curto que não impediu a tragédia.

Feminicídio em Parobé: vítima de 20 anos

O 27º feminicídio do ano no Rio Grande do Sul ocorreu na manhã de terça-feira, 7 de janeiro, em Parobé, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Uma jovem mulher de 20 anos, natural de Salvador, na Bahia, foi brutalmente assassinada a facadas dentro de sua própria casa, no bairro Guarani. O suspeito do crime é o companheiro da vítima, um homem de 32 anos, que foi preso no início da tarde de terça-feira na cidade de Glorinha.

O delegado Francisco Leitão, responsável pelo caso, esclareceu que a vítima não possuía medida protetiva de urgência e que não havia histórico de violência registrado entre o casal, o que torna o episódio ainda mais chocante e imprevisível. A ausência de antecedentes não foi suficiente para evitar a fatalidade, levantando questões sobre a eficácia dos mecanismos de prevenção.

Contexto e reflexões sobre a violência de gênero

Esses dois casos consecutivos em menos de 24 horas destacam a alarmante frequência de feminicídios no Rio Grande do Sul, com um total de 27 registros em apenas alguns dias de 2026. Os crimes, cometidos por companheiros das vítimas, reforçam o padrão de violência doméstica que muitas vezes culmina em tragédias fatais.

É fundamental ressaltar que o feminicídio é definido como o assassinato de uma mulher motivado por questões de gênero, frequentemente em contextos de violência doméstica ou familiar. A rápida ação policial, resultando na prisão dos suspeitos, é um passo importante, mas a sociedade e as autoridades precisam intensificar esforços para combater essa epidemia silenciosa.

As comunidades de Novo Hamburgo e Parobé estão em luto, enquanto especialistas alertam para a necessidade de mais campanhas de conscientização, apoio às vítimas e políticas públicas eficazes. A cada caso, fica claro que a luta contra a violência de gênero exige uma resposta coletiva e urgente, visando proteger vidas e promover a segurança das mulheres em todo o estado.

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