Diretor do CHS é afastado novamente após Justiça revogar prisão por violência doméstica
O médico Bruno Toldo, de 45 anos, foi novamente afastado do cargo de diretor do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) nesta quinta-feira (16). A decisão foi tomada pelo Seconci-SP, entidade que administra o hospital, no mesmo dia em que o médico tentou retornar ao trabalho após ter um mandado de prisão revogado pela Justiça.
Histórico do caso e decisão judicial
Toldo era considerado foragido desde fevereiro de 2024, quando teve a prisão preventiva decretada por descumprir uma medida protetiva em um caso de violência doméstica. Na quarta-feira (15), a Justiça de São Paulo concedeu um habeas corpus a Bruno Toldo, revogando a ordem de prisão. Com a decisão, ele se apresentou para retomar suas funções no CHS na manhã desta quinta-feira.
No entanto, o Seconci-SP decidiu afastá-lo do cargo de diretor até a conclusão da apuração do caso. A entidade administradora do hospital optou por manter o profissional distante das suas funções enquanto as investigações sobre o descumprimento da medida protetiva seguem em andamento.
Detalhes do processo de violência doméstica
Em janeiro, Bruno Toldo foi intimado pela polícia sobre uma medida protetiva que o proibia de se aproximar da ex-mulher. Segundo o processo, horas depois de ser notificado, ele foi até a casa da vítima. Com base no descumprimento, a Justiça decretou sua prisão preventiva em fevereiro.
Na decisão, a juíza Ana Cristina Paz Neri Vignola destacou que o comportamento do investigado demonstrava "personalidade violenta" e representava um risco claro à integridade física da vítima. O médico, no entanto, não foi localizado e permaneceu foragido por quase dois meses antes da revogação da prisão.
Posicionamento da defesa
Após o habeas corpus, a defesa de Bruno Toldo afirmou que a revogação da prisão pelo tribunal "decorreu das próprias conclusões alcançadas pela Polícia Civil, que afirmou, em Relatório Final de Investigação, não haver elementos que demonstrassem a violação da medida protetiva". A defesa disse ainda que não pode dar mais detalhes devido ao segredo de justiça.
O afastamento do diretor ocorre em meio a um contexto de cuidados institucionais por parte do Seconci-SP, que busca preservar a imagem e o funcionamento adequado do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, referência em captação de órgãos na região. A entidade demonstrou cautela ao manter o profissional afastado enquanto aguarda o desfecho completo das investigações judiciais.



